Meu Coração e Outros Buracos Negros por Jasmine Warga| RESENHA

Talvez eu tenha chorado muito lendo esse livro.

Só talvez.

FICHA TÉCNICA

Obra: Meu Coração e Outros Buracos Negros (My Heart & Other Black Holes)

Autora: Jasmine Warga N° de páginas: 312
Editora: Rocco Jovens Leitores ISBN: ISBN-13: 9788579802683

Sinopse: Um tema amargo, mas necessário. Em Meu coração e outros buracos negros, a estreante Jasmine Warga apresenta aos leitores um romance adolescente que aborda, de forma aberta, honesta e emocionante, o suicídio. Aysel, a protagonista, enfrenta problemas com a família e os colegas de escola, como tantos jovens por aí, e, aos 16 anos, planeja acabar com a própria vida. Mas quando ela conhece Roman num site de suicídio, em busca de um cúmplice que a ajude a planejar a própria morte, num pacto desesperado, a vida dos dois literalmente vira de cabeça para baixo. Aos poucos, Aysel percebe que seu coração ainda é capaz de bater alegremente. E ela precisará lutar por sua vida, pela vida de Roman e pelo amor que os une, antes que seja tarde. (Fonte: Skoob.com)

SOBRE O LIVRO

“Passo muito tempo imaginando como seria morrer. Que barulho faz morrer. Se vou explodir como aquelas notas, soltar meus últimos gritos de dor e então ficar em silêncio para sempre. Ou talvez vou me transformar em uma estática sombria quase imperceptível, que só se ouve com muita atenção.

Felizmente, o tema do suicídio tem sido algo cada vez mais comum na literatura – o sucesso de 13 Reasons Why não nos deixa mentir. E por gostar muito de livros que tratam de temas como esse – não apenas o suicídio, mas toda a imensa gama de assuntos que a psicologia abrange – Meu Coração e Outros Buracos Negros estava na minha wishlist de livros para ler esse ano.

Nessa obra emocionante, Jasmine nos apresenta Aysel – uma garota muito inteligente de 16 anos, que após uma tragédia familiar, passa seus dias planejando sua própria morte. Conhecemos também o ambiente que nossa personagem tem de enfrentar todos os dias, com um pai preso por ter cometido um crime horrendo, Aysel tem de suportar comentários indesejados das pessoas na escola, no trabalho, e em qualquer lugar que ela vá – e fazer tudo isso sozinha. Sua mãe, que deveria ajuda-la, não sabe lidar com o fato.

Assim, por mais que Aysel tenha certeza que a melhor solução seja tirar sua própria vida, ela não sabe se consegue fazer isso sozinha. Em busca de ajuda, Aysel acha um site chamado Passagens Tranquilas, que reuni uma comunidade de pessoas que desejam se matar. É nesse site que Aysel encontra seu parceiro da morte, Roman. O adolescente de 17 anos, que também é assombrado por uma tragédia familiar, está decidido a tirar sua vida, e agora, ele pretende fazer isso junto a Aysel.

Apresentada a trama inicial do livro, alguns apontamentos devem ser feitos. A história toda é muito angustiante, por que cada capítulo contém uma contagem regressiva da data escolhida por Roman para o suicídio. E logicamente, a cada capítulo que passa nós conhecemos mais de cada personagem e nos sentimos cada vez mais apegados a eles. Assim, a cada dia que passa e a iminente morte está mais perto, você fica mais angustiado, querendo mudar o que parece já estar decidido a acontecer.

“O problema do suicídio, que a maioria das pessoas não percebe, é ser algo realmente difícil de concretizar. Eu sei, eu sei. As pessoas sempre ficam de mimimi dizendo que “o suicídio é uma saída covarde”. E acho que é mesmo… quer dizer, estou desistindo, me rendendo. Fugindo do buraco negro que é meu futuro, me impedindo de crescer e virar a pessoa que tenho pavor de me tornar. Mas o fato de ser uma saída covarde não garante que vá ser fácil.

“Às vezes, imagino que meu coração é como um buraco negro – tão denso que não há espaço para a luz, mas isso não significa que não possa me sugar para dentro dele.”

Além disso, a forma como a relação entre Aysel e Roman é construída é muito interessante. Os dois estavam quebrados e afastados de todos ao seu redor. Ninguém realmente os conhecida. Ninguém realmente sabia o que se passava com eles, e por isso, na cabeça deles, a única solução era tirar a própria vida. Porém, quando os dois criam uma brecha para que alguém se aproxime, mesmo que seja uma pessoa que tem o mesmo objetivo que eles de tirar a própria vida, isso já é o suficiente para que algumas decisões comecem a ser repensadas. Já é o suficiente para que uma das partes comece a ver que talvez a morte não seja a única solução. É com essa relação construída, que Aysel começa a se questionar o que deve fazer : ir em frente, ou tentar salvar ela e Roman?

“– Então, vamos passear no parquinho? – Uso as palavras que ele usou antes. “Passear” soa muito menos mórbido que: “Onde vamos planejar nossa morte conjunta?”

O livro, além de contar com uma descrição fantástica dos sentimentos de Aysel, os comparando a buracos negros, também conta com várias analogias as leis da física, como a Teoria da Relatividade de Einstein. E não, não se preocupe, esse não é um livro maçante, cheio de comparações difíceis de se compreender. As analogias são feitas de forma equilibrada, e até mesmo poética.

“– Tenho pensado muito na energia do universo. Se a energia não pode ser criada ou destruída, apenas transferida, o que acha que acontece com a energia das pessoas quando morrem?

 

“E o tempo não é constante. Ao menos não o conceito humano de tempo. Einstein teorizou que, quanto mais rápido nos movemos, mais devagar achamos que o tempo se move. De qualquer forma, os relógios ainda vão continuar a andar na mesma velocidade, mas tudo isso depende da percepção do observador.

[…]

– Ponha a mão em um forno quente, e vai parecer uma hora. Sente-se com uma garota bonita por uma hora, e vai parecer um minuto. Isso é relatividade.

Meu Coração e Outros Buracos Negros é um livro que todo mundo deveria dar uma chance uma vez na vida, não só por tratar de um assunto tão delicado, mas por fazer isso de uma forma tão linda e tocante.

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Clube da Luta por Chuck Palahniuk | RESENHA

Então eu finalmente li o Clube da Luta.

FICHA TÉCNICA

Obra: Clube da Luta (Fight Club)

Autor: Chuck Palahniuk N° de páginas: 270
Editora: Leya ISBN: ISBN-13: 9788544103111

Sinopse: Considerado um clássico moderno desde sua publicação em 1996, o livro “Clube da Luta” consagrou Chuck Palahniuk como um dos mais importantes e criativos autores contemporâneos, além do próprio livro como um cânone da cultura pop. O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente. O livro foi filmado em 1999, pelo vencedor do Oscar de melhor diretor, David Fincher (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Rede Social), que conseguiu adaptar toda atmosfera do livro, o mundo caótico do personagem e o humor negro de Palahniuk em uma trama recebida com inúmeros elogios pela crítica e pelo público que conta com os atores Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter.  (Fonte: Skoob.com )

SOBRE O LIVRO

“ […] eu sei de tudo: a arma, a anarquia, a explosão, tudo isso tem que ver com Marla Singer.

Nesse clássico, que a cada dia que passa ganha mais fãs, conhecemos um personagem anônimo que trabalha no setor de recall em uma empresa de automóveis e luta contra sua constante insônia – aparentemente agravada pelo jet lag sofrido toda vez que precisa viajar a trabalho.

Após recorrer a ajuda profissional, e receber em troca um comentário exasperado sobre o que é sofrimento de verdade, o protagonista visita um grupo de apoio e acaba encontrando o remédio para sua insônia ali.

E algo que começou com algumas visitas a um grupo de apoio, chorando no meio dos peitos de Bob, se tornou um vicio.

“ Os grandes braços de Bob se fecham em torno de mim, e eu fico espremido no escuro, entre suas novas tetas suadas, penduradas e enormes […]

O problema aparece quando conhecemos Marla Singer. O tratamento contra insônia do rapaz vai por água abaixo quando a mulher, que também é uma farsa, começa a visitar todos os grupos de apoio aonde ele encontra alívio suficiente para conseguir dormir pela noite. E por mais que ele também seja uma farsa, a presença de Marla o incomoda a ponto de conseguir tirar seu tão precioso sono. Ele não conseguia dormir com Marla indo aos grupos de apoio. Ele não conseguia chorar nos peitos de Bob. 

 

“ Cabelos curtos, pretos, desgrenhados, olhos redondos como num desenho animado japonês, cor de leite aguado, amarelada, um vestido estampado com rosas escuras, essa mulher também estava no meu grupo de apoio à tuberculose da sexta-feira à noite. Estava na minha mesa-redonda de melanoma de quarta à noite. Na segunda, estava no meu grupo de discussão sobre leucemia, os Firmes na Fé.

Mas Ysa, onde o famoso Tyler Durden entra nessa história?

Bem, como se não bastasse alguém está tentando tirar seu remédio contra a insônia, o lugar onde nosso narrador mora acaba indo pros ares após uma explosão, o deixando sem nada. Assim, ele acaba indo morar com um homem misterioso que conheceu durante uma viajem : Tyler Durden.

 

“ Seu nome era Tyler Durden, era projetista de filmes do sindicato, deu seu telefone. Foi assim que nos conhecemos.

De cara, temos a impressão que será apenas uma amizade de um cara mais certinho com alguém que é totalmente seu oposto, porém, a situação vai muito além disso. A peculiaridade da amizade começa quando Tyler pede para que seu amigo soque seu rosto. Sim, o acerte com um murro. Segundo Tyler, ele não queria morrer sem uma cicatriz.

Isso aconteceu uma, duas, três vezes… E se tornou a diversão das madrugadas do sábado para o domingo. Lutar. Sem um vencedor ou perdedor. Só lutar até não aguentar mais. E o que eram só dois caras lutando no meio da rua, passou a ser um grupo secreto em uma sala escondida de um bar, com regras que todo participante deveria seguir – inclusive, estou infringindo a primeira delas ao fazer essa resenha.

 

“ A primeira regra do Clube da Luta é: você não fala sobre o Clube da Luta.

A questão proposta pelo Clube da Luta não se resume a caras batendo uns nos outros. Vai muito além disso. A intenção do Clube da Luta era que as pessoas – que eram mecânicos, professores, chefes, médicos, durante o dia – batessem em seus problemas naquele momento. Elas eram outras pessoas naquele momento. E consequentemente, o Clube da Luta só existia naquela hora. A partir do momento que eles saiam dali, não se falava do Clube da Luta. Ele não existia.

A trama continua com a organização, que era apenas um pequeno grupo no começo, tomando proporções gigantescas, levando Tyler a se aproveitar dessa “fama” para espalhar seus ideais. O desenrolar da história é algo que espero que cada um que leia essa resenha tenha vontade suficiente de descobrir por meio da leitura do livro – mais do que recomendada.

A narrativa cortada do Chuck muitas vezes me deixou meio perdida, porém, o plot do livro acaba explicando tudo – a forma como ele narra, o ritmo do livro, todo o clima e ambiente criado. Simplesmente fantástico.

E para quem não se convenceu a começar a ler, acredite quando eu digo que o livro vai muito além de caras chegando ao trabalho com boca sangrando e sem um dente. Ele surpreende em sua excelência, conseguindo esconder muito bem o desfecho da história, que é impressionante.

OBS: Vai sair um vídeo pequeno, sem explicação, sem nada, só mostrando essas duas edições da Editora Leya – capa dura e ed. colecionador. 

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Fragmentados por Neal Shusterman| RESENHA

Esse é um daqueles livros que eu não faço ideia de como começar a resenha.

FICHA TÉCNICA

Obra: Fragmentados (Unwind #1)

Autor: Neal Shusterman N° de páginas: 320
Editora: Novo Conceito ISBN: ISBN-13: 9788581635194

Sinopse: Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria . Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos, desde as mãos até o coração, é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe. O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo. (Fonte: Skoob.com)

SOBRE O LIVRO

Já parou para pensar o quanto a sua vida vale? Com uma narrativa angustiante, Fragmentados consegue plantar essa questão de uma forma muito inteligente.

Nessa história, que em busca de um fim a Segunda Guerra Civil – conhecida como Guerra de Heartland – uma lei que permitia a fragmentação de jovens entre 13 e 18 anos foi aprovada. A aprovação da Lei da Vida deu-se por conseguir satisfazer os dois lados do conflito – Pró-Vida e Pró-Escolha.

Sendo mais específica, a Lei declara que : desde a concepção até completar 13 anos, a criança não pode ser tocada; porém, após essa idade até completar 18 anos, os pais tem total liberdade de assinar um termo que permite a fragmentação do jovem. Segundo a mentalidade criada na sociedade, a criança não morre, já que terá suas partes usadas em outras pessoas, para fins melhores.

“- Eu nunca seria grande coisa mesmo – continua Samson – , mas agora, falando estatísticamente, há uma chance maior de que alguma parte minha alcance a grandeza em algum lugar do mundo. Eu prefiro ser parcialmente grande a ser completamente imprestável.

Após esse conceito introdutório ser apresentado, conhecemos o trio de fragmentados que levará a trama. O primeiro deles é Connor (16 anos) – que mesmo sendo um garoto um tanto quanto problemático, fica surpreendido ao descobrir que seus pais assinaram uma autorização para que ele seja Fragmentado. Do outro lado temos Risa (15 anos), uma Tutelada do Estado, que mesmo possuindo um talento inigualável para a música, recebe a notícia que logo será Fragmentada. E por fim temos Lev (13 anos) – que é sem dúvida o personagem com a história mais interessante de ser analisada. Diferente dos outros dois personagens citados, Lev sempre soube que seria fragmentado. Acreditando piamente que seu destino é o mais honrado – sendo o 10° filho de uma família religiosa – o garoto é muito feliz por ser considerado o verdadeiro dizimo.

“Ele foi um “verdadeiro dízimo.” Com cinco irmãos naturais, mais um adotado, e três que chegaram “pela cegonha”, Lev foi exatamente a décima parte. Seus pais sempre lhe disseram que isso o tornava ainda mais especial.

A vida desses três acaba se encontrando quando um deles tenta fugir da Fragmentação, levando os outros dois juntos – mesmo que um deles não queira ir por considerar que seu destino deve ser aquele. A partir desse momento, somos apresentados a uma história cheia de questionamentos sobre o que é realmente estar vivo e o quanto a sua vida vale para você. O questionamento é feito de forma equilibrada, sem tornar a trama cansativa e maçante – sem tirar também o clima de ação e suspense da história.

Pessoalmente, o que me deixou mais impressionada com toda a trama, é o fato da Fragmentação ser considerado algo normal, e a vida ter um valor muito… ridículo, diria. Por isso, diria que um dos capítulos que mais choca o leitor é aquele que descreve como a fragmentação é feita, deixando bem claro como a sociedade em questão vê tudo aquilo como algo simples e comum. Como algo bom.

Até mesmo a descrição das instalações onde a fragmentação é feita – como se fosse um resort para descansar – e a tranquilidade como aqueles que cuidam da fragmentação tratam do assunto com o fragmentado, consegue trazer esse clima pesado pra gente – e normal para os personagens. Além disso, Neil nos apresenta outras leis, como a lei que deu origem as crianças levadas pela cegonha. A lei declara que se uma mãe não quer criar seu bebê, ela pode deixá-lo em uma porta qualquer, e a pessoa que mora ali terá a obrigação de criar a criança, se a mãe biológica não for pega durante o ato.

“ […] as instalações são dignas de um resort, cheias de tons de pastel e tão pouco vermelho quanto possível, já que o vermelho é psicologicamente associado à raiva, à agressão e, não por coincidência, ao sangue. 

Sobre a narrativa em si, posso dizer que Neal Shusterman não só foi muito feliz na criação dessa história, como na forma como ele nos contou ela. Os personagens secundários completam perfeitamente a história, dando um gostinho a mais para um narrativa que já é muito saborosa. Sem sombra de dúvidas, uma obra prima do autor.

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Riverdale | YSA RECOMENDA

Uma verdade que ninguém pode negar é que temos uma boa quantidade de séries de suspense e investigação que seguem a mesma receita de bolo : temos um grupo de adolescentes, onde um deles morre, e a trama da série se passa toda em cima de quem é o assassino;  e enquanto as investigações são feitas, segredos obscuros da pequena cidade são descobertos, onde todos acabam descobrindo que o pequeno povoado não é tão perfeito quanto parece.

PLL e Scream são os melhores exemplos disso. Porém, o fato de seguir a mesma lógica não quer dizer que seja ruim. E uma prova disso é a nova série da CW, que está fazendo um mega sucesso.

Riverdale é baseada na série de HQs americana do Archie, que está sendo publicada a mais de 75 anos. A série, que conta com um clima de suspense do começo ao fim de cada episódio, irá apresentar o mistério do desaparecimento de um dos gêmeos Blossom.

Após um passeio de barco com sua irmã, Cheryl Blossom, o menino de ouro, Jason Blossom, desaparece. No desenrolar da trama, enquanto procuramos descobrir por que Jason desapareceu, conhecemos Archie, Veronica, Betty e Jughead, que irão formar o nosso grupinho principal da série – aquele que vai tentar descobrir o que realmente aconteceu com o gêmeo Blossom.

“Um novo ano escolar começa, a cidade de Riverdale está se recuperando da recente morte trágica do menino de ouro do ensino médio Jason Blossom – e nada parece o mesmo… Archie Andrews (KJ Apa) ainda é o típico adolescente americano, mas os eventos do verão o fazem perceber que ele que seguir uma carreira na música – e não os passos de seu pai – apesar do fim repentino de sua relação proibida com a jovem professora de música, Senhorita Grundy (Sarah Habel).

O que significa que Archie não tem ninguém para orientá-lo – certamente não a cantora Josie McCoy (Ashleigh Murray), que só está focada em sua banda, a em breve famosa Pussycats. Tudo pesando na mente de Archie – assim como a sua amizade fraturada com o colega de classe e escritor Jughead Jones (Cole Sprouse). Enquanto isso, a vizinha Betty Cooper (Lili Reinhart) está ansiosa para ver sua paixão, Archie, depois de estar longe durante todo o verão, todavia, ela não está completamente pronta para revelar seus verdadeiros sentimentos para ele. E os nervos de Betty – que dificilmente são suavizados por sua mãe dominadora Alice (Mädchen Amick) não são a única coisa a impedindo.

Quando a aluna nova, Veronica Lodge (Camila Mendes), chega à cidade de New York com sua mãe Hermione (Marisol Nichols), há uma faísca inegável entre ela e Archie, mesmo que Veronica não queira arriscar sua nova amizade com Betty se envolvendo com Archie. E depois há Cheryl Blossom (Madelaine Petsch)… A rainha de Riverdale está feliz para provocar problemas entre Archie, Betty e Veronica, mas Cheryl está guardando segredos. O que exatamente ela está escondendo sobra a misteriosa morte de seu irmão gêmeo, Jason? Riverdale pode parecer uma cidade tranquila, pacata, mas há perigos nas sombras…” – Riverdale Brasil

A série se destaca não só por ter uma excelente fotografia, mas também por alguns detalhes da trama. Com o passar dos episódios, começamos a ver que tudo está interligado. Toda linha que a série segue está sendo fechada muito bem, faltando poucas pontas soltas para serem amarradas.

A série consegue criar muito bem o clima de suspense e mistério que ela propôs. No começo, parece que o mistério a ser resolvido é muito simples – o que aconteceu com Jason – porém, com o passar da história, somos apresentados a novos mistérios e como a situação é bem pior do que parece. Isso dá a série um peso muito bom.

A única questão que me deixa um pouco preocupada é o enfoque que muitas vezes é dado ao relacionamento entre Archie, Betty e Veronica. Em alguns momentos, isso consegue ser trabalhado de forma equilibrada na série – como um detalhe a mais para a história. O problema começa quando isso se torna o ponto principal de tudo. Nos primeiros episódios, principalmente, vemos um foco muito grande nos relacionamentos do Archie, algo que não acrescenta muito a todo o mistério criado até o momento. Enfim… Vamos torcer para que não se torne apenas uma série que mostra os conflitos de uma paixão adolescente.

Bem… Falando de forma geral, a série é muito boa, e surpreende pela qualidade. Eu deixo a minha recomendação aqui.

E se você acabou se interessando em assistir, ela está passando toda segunda, as 21:40 h na Warner Channel.

OBS: Imagens pertencem a Warner Channel.

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CCXP Tour 2017 – Primeira Comic Con no Nordeste | EVENTO

OBS: Antes de ler o post, gostaria apenas que você soubesse que: a opinião contida nesse post é minha. Não quer dizer que isso é a verdade absoluta. Cada um tem uma experiência com o evento. Então, sem mimimi.  

E aconteceu!

Lembro quando, em 2016, eu havia acabado de comprar meu ingresso pra CCXP e surgiu um boato de uma possível Comic Con no Nordeste, em Recife. Eu não conseguia acreditar! Dois anos antes, a primeira edição da CCXP havia acontecido, realizando o sonho de milhares de nerds de ter uma Comic Con no Brasil. Ir a uma Comic Con, antes disso, parecia um sonho quase impossível, mas hoje, eu tenho a alegria de lembrar que já fui a três CCXP’s. E melhor: uma CCXP à apenas duas horas de carro de casa.

Levando em conta que fui a CCXP de 2015 e 2016 em SP, vou fazer um pequeno review do que achei dessa CCXP. Falei com algumas pessoas no evento, que estavam indo a primeira vez, e tive reações bem positivas, em sua maioria. Porém, tive uma conversa com um rapaz, durante uma parada para um lanche, que me fez querer escrever esse post.

Quando comprei meu ingresso, fiquei com uma pergunta batendo na minha cabeça com respeito ao evento: seria um evento pra quem nunca teve a oportunidade de ir a uma Comic Con, levando em conta o gasto de sair do Nordeste e viajar para São Paulo? Ou seria mais uma Comic Con, como qualquer outra?

Por que fiquei com esse receio? Por que lembro muito bem a sensação maravilhosa que tive tanto em 2015 como em 2016 quando entrei no Centro de Convenções de São Paulo. Era um sonho se tornando realidade. Eu via estandes gigantescos, com esculturas perfeitas de personagens que eu amava. Como uma amiga me disse ao ver uma foto minha lá “Você está na sua própria Disney, né May?!

Eu queria ter essa sensação de novo… E bem, não foi bem assim. Senti que muita coisa que estava lá, estava em SP também. As novidades se resumiram muito as palestras do auditório, que deu um show de qualidade. Porém, os estandes, para quem esteve na CCXP de 2016, foram muito repetitivos. Era esse o meu medo, e foi exatamente isso que aconteceu.

Além disso, em questão de organização, senti uma queda com relação a segurança que tínhamos nas edições passadas. Por exemplo, nas edições as quais estive presente, ninguém entrava sem mostrar identidade e carteirinha de estudante – caso fosse meia entrada. No caso na CCXP Tour, eu e minha mãe, além de todas as pessoas que estavam perto de mim na fila, não tiveram suas credenciais conferidas com a identidade – nem na fila, nem na hora de entrar. “Mas May, por que comparar com as outras edições?” Por que é o mesmo evento, não é?

Resumo: O evento foi muito bom para quem foi pela primeira vez. Para quem está tendo uma segunda ou terceira experiência, deixou a desejar um pouco (na questão dos estandes).

Enfim, esses foram os pontos que me deixaram meio chateada com o evento. Porém, em questão de palestras e convidados, a CCXP Tour deu um show – teve até transmissão da Star Wars Celebration.

Tivemos a presença de atores de uma série que praticamente acabou de ir ao ar – 13 Reasons Why. Além da presença de Christian Navarro, Alisha Boe e Brandon Fly, tivemos a linda da Claudia Wells (De Volta para o Futuro), Carlos Villagrán (Quico <3), Richard Speight (Supernatural), Miguel Ángel (Sense 8), Kevin Sussman (The Big Bang Theory), Vaneza Oliveira e Rodolfo Valente (3%) e Finn Jones (Punho de Ferro).

A MSP também marcou presença, com a presença de Maurício de Souza e Sidney Gusman, além de alguns dos artistas que já fizeram trabalhos para a MSP, como o Vitor Cafaggi.  E não podemos deixar de falar dos youtubers, que estão sempre presentes. Vale ressaltar a presença do MRG – Affonso Solano, Diogo Braga e Beto Estrada – e dos Castros Brothers, que estiveram presentes nos quatro dias de evento.

A parte maravilhosa de tudo isso, é que o evento terminou com um saldo muito positivo. Isso ajuda a ter uma segunda edição no Nordeste, não é mesmo? ❤

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13 Reasons Why – A adaptação que completou a história original | LIVRO X SÉRIE

Eu sei, eu sei! Já é a terceira vez que falo sobre Os 13 Porquês nesse blog nas últimas duas semanas. Eu prometo que esse será o último post! 😀

Quando comecei a assistir a série, a ideia de escrever um post falando das diferenças entre livro e adaptação não saia da minha cabeça. Eu gostaria de falar como, pra mim, a série meio que conseguiu completar a história do livro.  Daí, para ajudar, um amigo meu me pediu para fazer exatamente isso. Então… aqui estou eu!

Ah… E antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que, eu sei que normalmente sou a chata que prefere o livro e fala “Não tinha isso” “Eles criaram isso“, mas existem algumas produções que conseguem fazer isso muito bem, e essa produção é um exemplo disso. Então sim : eu AMEI a adaptação.

OBS: VOCÊ ESTÁ ENTRANDO EM UMA ZONA DE SPOILER. LEIA POR SUA CONTA E RISCO. (Spoilers tanto do livro como da série)
  • O Clay não é tão lerdo no livro. Na série, devido ao background criado para a história, o pequeno Clay leva horas e horas de uma fita para a outra, quando no livro, ele ouve tudo em praticamente um noite.
  • No livro, a história se resume muito a relação Hannah/ Clay. Falei um pouco sobre isso na resenha que escrevi sobre ele. Quase não vemos os outros personagens – tirando o Tonny, que é meio que o Guardião das fitas. Por isso, esse efeito colateral, se assim podemos chamar, da decisão da Hannah sobre outros personagens – Justin, Jessica, Alex… – não é muito bem explanado no livro. Você se concentra muito no efeito que tudo está tendo sobre o Clay. Acho que foi nesse ponto que série ganhou meu coração. Foi muito interessante eles terem explorado o efeito de tudo que aconteceu nos outros personagens : como todos tentam calar a boca do Clay, como é pro Justin ter que contar sobre o caso de estupro para a Jessica, e assim por diante.

  • A relação entre a Hannah e o Clay, no livro, é muito… platônica, posso dizer. Temos a impressão de que ela sempre foi algo meio que inalcançável para ele, e ele tinha esse amor secreto por ela, sem nenhuma reciprocidade.  Ela era amiga dele e ponto. O único momento em que sentimos que algo pode rolar é quando eles se beijam na festa da Jéssica, mas até esse ponto tudo não passava de um amor secreto. Já na série, desde que os dois se conhecem, vemos que ela vai nutrindo aos poucos um sentimento por ele. É nesse ponto que vejo muito como, na série, ela é a única narradora, assim podemos conhecer bem o seu ponto de vista e sentimentos. Já no livro, o Clay acaba dividindo essa posição com ela.
  • No livro, quase não temos a participação dos pais da Hannah. Até certo ponto, podemos acreditar que eles não se importam nem um pouco com ela. Já na série, a relação é bem oposta. Por mais que, no fim das contas, elas acabaram meio que deixando os sinais passarem desapercebidos, eles amavam ela e se importavam com ela – uma relação que não é vista no livro.
  • O garoto morto no acidente causado por Sheri, no livro, é alguém desconhecido para Clay. No caso da série, o garoto morto acaba sendo um dos melhores amigos dele, o Jeff.
  • No livro, não temos nenhum sinal que Clay tivesse problemas psicológicos e precisasse de remédios. Já na série, o garoto já passou por tratamento e chega a ter visões em momento de muito stress. Além disso, a série aborda um lado mais rebelde do personagem – com sede de vingança pelo que aconteceu com Hannah. Ele chega a confrontar Bryce e gravar uma confissão do garoto, e nada disso acontece no livro.

  • Alex Standall não tenta suicídio.  Sim, o bebê de todo mundo que assiste essa série. O único que, mesmo fazendo besteira, eu não consegui odiar. Sim, nosso amado Alex não tenta suicídio no livro. Já na série, ele dá um tiro na própria cabeça e acaba em estado grave no hospital.

Além dessas diferenças maiores, temos algumas que podem ser consideradas apenas detalhes, como o fato de Sheri não receber esse nome no livro – seu nome é Jenny Kurtz. Além disso, a frase dita pelo grupo do Monet’s – formado por Hannah, Alex e Jessica – não é “FML” e sim “olly olly oxen free“, que foi traduzido para a edição brasileira como “Um, dois, três, podem sair da toca!“. E por fim, uma pequena mudança na ordem das fitas : no livro, Clay é o 9° e não o 11°. Por isso, a forma como acabamos sabendo dos fatos no livro, é totalmente cronológica, quando na série, os acontecimentos vem em um ordem reversa (os acontecimentos da festa da Jessica).

E aí? O que acharam dessas mudanças? Pessoalmente, acho que a série acabou completando o livro. Acho que por isso acabei gostando tanto. ❤

obs: As imagens desse post pertencem a Netflix.

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Psicologia na literatura | WISHLIST

A menos que você esteja em Marte nas últimas semanas, deve ter ouvido falar da nova série do momento, Thirteen Reasons Why (Os 13 Porquês), adaptação feita pela Netflix do livro de mesmo nome, escrito pelo americano Jay Asher (Leia nossa resenha).

A adaptação ganhou uma quantidade de fãs muito grande por tratar de temas como suicídio e bullying, conseguindo até mesmo encorajar algumas das pessoas que passam por esses problemas e pensam a respeito desse assunto, a procurar ajuda.

E, por mais que minha área acadêmica esteja bem longe da psicologia, eu sempre fui uma pessoa que gostou muito do assunto, principalmente quando ele é tratado em livros literários.

Por isso, resolvi mostrar pra vocês aqui a minha wishlist feita lá na Amazon, com livros que tratam sobre assuntos como bullying, pessoas com transtornos psicológicos… além de alguns livros que falam sobre algumas consequências mais sérias de alguns desses distúrbios – como crimes cometidos por pessoas com múltiplas personalidades. O que todos esses temas tem comum? Todos eles de alguma forma se encaixam na psicologia.

OBS: Poupei os livros se estivessem nessa lista seria automaticamente um spoiler.

So… Let’s go! 

Social Killers. Amigos Virtuais, Assassinos ReaisSerial Killers. Anatomia do Mal ● Arquivos Serial Killers. Made in Brasil ● Arquivos Serial Killers. Louco ou Cruel? ● A Lista Negra ● Misery ● Série do Dexter ( 6 livros : Link 1, Link 2, Link 3, Link 4, Link 5 e Link 6 ) ● Meu Coração e Outros Buracos Negros ● A Playlist de Hayden

Eu estou louca para ler esses livros. Coloquei sem ordem de preferência, afinal, quero todos.

Mas, e vocês? Já leram ou tem interesse em ler algum desses livros?

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