Aviso…

Sim, gente… Esse dia chegou. Estava relutando para aceitar que enquanto eu não terminar meu curso, não dá pra conciliar minha vida acadêmica com o blog. Por isso, o Hey Ysa está entrando em um hiatus, até eu receber meu tão querido e aguardado diploma de Técnica em Edificações. Não falta muito. Estou no meu último ano. Até lá, vocês podem continuar me acompanhando pelo Twitter e pelo Instagram. Vou continuar falando sobre os livros que estou lendo e as séries que estou assistindo, mas de uma forma mais… Informal, diria.

Beijos da Ysa!

Não desistam de mim… 😀

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Por dentro de… Clube da Luta Ed.Capa Dura + Ed. Colecionador

Esse é o primeiro Por dentro de…” Yayyy!

Esse quadro tem como objetivo mostrar alguns detalhes de edições especiais – ou só edições – de livros. As vezes, você viu aquele livro lindo, e está afim de comprar, mas não sabe como ele é por dentro – a diagramação, os detalhes… Então, esse vídeo serve exatamente pra isso. Sem explicação, é algo totalmente visual, para deixar você com ainda mais vontade de comprar aquela edição de colecionador que está em promoção ♡

Gostou? Quer saber mais sobre essa história? É só conferir a resenha que eu fiz aqui no blog. ❤

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Estou lendo… Prometo Perder, do Pedro Chagas Freitas | LIVRO

Desde o lançamento de Prometo Falhar, eu estava louca para ler algum texto do Pedro Chagas. Por sorte, acabei conseguindo sair do Mochilão da Record com seu novo livro, Prometo Perder, e agora não tem mais desculpa para não conhecer um pouco mais sobre a escrita desse autor.

Quando comecei a ler, percebi que ia ser bem difícil fazer uma resenha do livro, então resolvi fazer um post com “Estou lendo…”, falando um pouco sobre o livro enquanto estou lendo.

Nessa obra, que conseguiu ganhar meu coração na primeira página, somos apresentados a uma nova perspectiva do amor, talvez a perspectiva real do amor. Na maioria dos livros, esse sentimento é retratado como algo perfeito – o famoso felizes para sempre. Ou retratado como algo puro. Nunca que em um livro de romance romântico teríamos uma história onde o personagem se casaria com alguém que acabou de conhecer – tipo, a dois minutos – e teria a certeza que a ama verdadeiramente, como nunca amou alguém na vida. E bem… dentre os vários textos que temos nesse livro, nos deparados com um exatamente assim – o meu preferido, sem dúvida.

Somos todos apaixonados e malucos, perdoe a redundância.

A obra é composta de vários textos, não se resumindo a uma narrativa com começo, meio e fim. Temos textos de duas, três páginas… Ou páginas que se resumem a uma linha. Por isso, não existe uma forma de ler o livro: leia da primeira para a última páginas, do final para o começo, abre em um página aleatória e leia. Faça como achar melhor.

Prometo perder.
Prometo por vezes fraquejar, por vezes cair, por vezes ser incapaz de ganhar. Nem sempre conseguirei superar, nem sempre conseguirei ultrapassar. Nem sempre poderei ser capaz de ir tão longe como você me pede, de te dar exatamente o que você merecia que eu te desse. O que desesperadamente te quero dar. Nem sempre conseguirei sorrir, também.
Prometo perder.
Prometo ainda me manter vivo depois de cada derrota, resistir ao peso insustentável de cada impossibilidade. Há de haver momentos em que sem querer te magoarei, momentos em que sem querer tocarei no lado errado da ferida. Mas o que nunca vai acontecer é desistir só porque perdi, parar só porque é mais fácil, ceder só porque dói construir.
Prometo Perder.
Porque só quem ama corre o risco de perder; os outros correm apenas o risco de continuar perdidos.
Prometo Perder.
Porque só quem nunca amou nunca perdeu.

Prometo Perder surpreende, ironicamente, por falar do amor como ele realmente é, e não como as pessoas sonhariam que ele fosse. Afinal, como diz o autor, só quem nunca amou nunca perdeu.

É tão simples perceber a inutilidade das palavras quando “morte” tem apenas cinco letras e acaba com tudo.

Sem dúvida, um livro que todo mundo deveria dar um chance.

PROMETO PERDER

Autor: Pedro C. Freitas Nota: 10/10 Págs.: 308
Editora: Verus ISBN: ISBN-13: 9788576865810

Sinopse: A mais recente incursão do escritor português, que é sucesso na internet, por um universo poético e cheio de sensações, do qual leitor algum sairá o mesmo. Em uma viagem intimista e desconcertante, Pedro Chagas Freitas caminha, em Prometo perder, até o interior da emoção: da saudade ao desejo, da rebeldia à submissão, da dor ao amor, nada ficará por tocar. Permita-se sentir. (Skoob)

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Interdimensional do FP Trotta | RESENHA

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Posso dizer que uma das coisas mais satisfatórias em ter um blog literário é ver novos autores surgindo, e você fazendo parte, de alguma forma, da carreira deles. Lembro quando recebi o e-mail do Franco propondo uma parceria para o Intergaláctica, primeiro livro da série, e da minha reação, mega feliz por estar iniciando mais uma parceria.

E agora, ai está o segundo volume dessa série que a cada dia que passa ganha mais fãs. Imaginem então a minha reação quando vi o meu nome nos agradecimentos do livro?! ❤

Resenha feita em PARCERIA com o autor F P Trotta.

FICHA TÉCNICA

Obra: Interdimensional (Intergaláctica #2)

Autor: FP Trotta N° de páginas: 234
Editora: FP Trotta ISBN: ISBN: B06W2J1RJS

Sinopse: Depois de escaparem da Ascensão, Amanda, Lina, Stryker, Ripley e Kai são fugitivos procurados pela galáxia, morando escondidos na fortaleza invisível da Belladonna e a descoberta de como planetas do Tipo 13 ascendem de nível no cosmos tem consequências imediatas entre as relações da nave. O grupo relutantemente decide então retornar à Terra o mais rápido possível em uma tentativa de prevenir o planeta contra uma iminente vingança de Nitro contra Amanda, mas são surpreendidos ao encontrar apenas destroços aonde nosso planeta existia e serem jogados para fora da Belladonna no vácuo do espaço por um grupo desconhecido, que saqueia a nave e os abandona pra morrer. Protegidos apenas pelos seus trajes espaciais – com uma quantidade limitada de oxigênio racionando cada respiro o grupo se encontra flutuando na escuridão, consumidos pelo nada e sem uma hipótese ou chance restante nas mangas quando do meio do infinito de estrelas uma de suas luzes ganha força, como se um planeta estivesse rasgando o céu voando em sua direção. No entanto, a luz que avançava como um tiro rumo a eles não pertencia a um planeta, e sim à cauda reluzente de uma libélula monstruosa – do tamanho de uma cidade – voando pelo Cosmos não para se alimentar de sua proteína (por mais faminta que estivesse) – mas pelas ordens de seu capitão. (Fonte: Skoob.com)

SOBRE O LIVRO

“Apenas uma barreira dimensional nos separa da maldade incessante, depravação maligna e coas alienígena da Zona Negra. A Zona Negra não é separada , como dois planetas diferentes. A Zona Negra co-existe no meso espaço que o nosso universo, no mesmo local, ao mesmo tempo.

Vou ser bem sincera com vocês que está sendo bem difícil fazer essa resenha. Motivo? Acho que preciso de um pouco mais de maturidade literária para ler uma obra como essa. Amo ficção científica, mas o que o FP Trotta propõe nessa série vai muito além dos conceitos que são normalmente trabalhados em livros desse gênero. Ele foge completamente do clichê, surpreendendo pela criatividade.

Estamos falando de um universo gigantesco, cheio de detalhes, criaturas, planetas e naves peculiares. São tantas informações, que acabei me confundindo um pouco e ficando um pouco perdida – na verdade, bem perdida. Porém, isso não é um ponto negativo. É algo bem pessoal mesmo. Por isso, pretendo reler a série inteira um dia.

Como estamos falando de um segundo volume de uma série, não posso contar muito sobre a história. Posso até dizer que tudo que você precisa saber está na sinopse do livro, mas, para aumentar a vontade de vocês de ler, vou fazer alguns comentários relacionados ao universo do livro como um todo, além de alguns detalhes narrativos e dos personagens.

Começando com o universo em que se passa a história. Somos apresentados ao conceito da Zona Negra e da Zona da Luz, que é definitivamente muito intrigante. Sabemos que estamos lidando com dimensões que co-existem. Isso abre espaço para algumas situações bem interessantes, onde os personagens se deparam com outros personagens que eles já haviam conhecido, mas que na verdade não eram aqueles que eles haviam conhecido.

Eu sei. Deu um nó na cabeça, mas podemos explicar de uma maneira bem pobre – por que o conceito apresentado no livro é bem mais rico – que estamos lidando com clones.

“– A Zona Escura não co-existe como duas bolhas separadas junto da Zona da Luz. – falou Stanley. – Elas existem no mesmo espaço, no mesmo tempo. Não são separadas.

Além dessa temática que é abordada durante praticamente todo o livro, conhecemos algumas raças bem diferentes, e conceitos de naves completamente diferentes, como a Lexx – que é um inseto biomecânico vivo. Sim… a nave é um ser.

“O inseto biomecânico geneticamente modificado ainda estava na infância […] Coberta por uma pele azul aveludada podiam notar a vivacidade do inseto através da pele azul, como se centenas de pérolas pulsassem seguindo um ritmo cardíaco ou respiratório em um organismo que não respirava nem possuía coração. No centro da ponte de controle, o músculo central da Lexx descia como uma coluna magistral, dando espaço para seu capitão.

Esse livro também é cheio de boas vindas, e despedidas. Além de conhecermos novos personagens, vemos novamente a nossa personagem principal, Amanda, que já não é mais o centro da história, como no primeiro livro. A história está mais focada no universo em que está ambientada, e não tanto na personagem. Nossa amada heroína passa bons momentos tentando, junto com o leitor, entender como tudo aquilo é possível e o que está realmente acontecendo.

“É de conhecimento geral através da galáxia, que na maioria, mas não em todo sistema solar que contém vida que seus planetas tem exata-mente em seu lado oposto, impossível de ser visto de sua órbita natural, o que é conhecido como seu pós-vida.

Algo que gostaria de chamar a atenção com respeito a narrativa desse livro, é o fato dele começar dando uma ideia inicial da mitologia daquele universo. Parece, no começo, que não tem ligação nenhuma com o primeiro livro, mas depois você entende que aquilo foi necessário para que o leitor entenda o que está se passando no universo – desde a Guerra Insectóide e os conceitos de Zona Negra e Zona da Luz.

Interdimensional sem sombra de dúvidas não é um livro para qualquer pessoa. Nele você vai encontrar conceitos que não são normalmente explorados na ficção científica, conseguindo até andar um pouco do lado da fantasia. Tem um universo gigantesco, digno de uma boa partida de RPG.

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Mochilão da Record 2017 – João Pessoa | EVENTO

O Mochilão da Record já está em sua terceira edição, e esse ano os leitores de João Pessoa conseguiram um para chamar de seu. Dentre as 13 cidades selecionadas, por meio de votação, João Pessoa foi uma das escolhidas para ter o evento no dia 29/04, lá na Livraria Leitura do Mangabeira Shopping.

E é claro que eu não podia perder.

No evento, que teve duas sessões, nós tivemos a presença da Rafaella e da Shirley – duas criaturinhas muito divertidas e fofas – que trabalham na Editora Record. Elas apresentaram vários lançamentos da editora e sortearam vários livros. Vou tentar colocar a maioria dos lançamentos aqui no post, mas não tudo, por que não consegui fotografar nem anotar tudo.

LANÇAMENTOS

Quando a Noite CaiO primeiro novidade é o lançamento do novo livro da FML Pepper, O Número 13. A autora de Não Pare! agora cria uma história onde as vidas de uma hacker sem escrúpulos e um lutador de MMA irão se cruzar em uma trama cheia de mistério e ação. Além de O Número 13, que deve ser lançando em outubro, temos uma nova edição de Belas Maldições (R$ 42,90), lançada pela Bertrand Brasil em maio.

Continuando com os anúncios, não poderia faltar a rainha da Editora Record, dona Carina Rissi. A autora vem com o lançamento de Quando a Noite Cai (R$ 39,90), que será feito com maio.

Agora, para os fãs de Romance de Época, 2017 será um ano de alegrias. Começamos pelo lançamento de O Príncipe Corvo (em julho), seguido da série Noivas da Semana  (em julho) – com sete livros. Um pouco antes, em maio, teremos o lançamento de Um Acordo de Cavalheiros (R$ 34,90), da Lucy Vargas. Nesse meio tempo, teremos também o lançamento de Whitney, meu amor (R$ 49,90), da Judith McNaught. Da mesma série, teremos também o lançamento de Até Você Chegar e Um Reino dos Sonhos, ainda sem data.

Saindo um pouco do romance de época, entrando em um estilo mais variado, teremos em maio o lançamento de Minha Vida Não Tão Perfeita (R$ 42,90), da Sophie Kinsella. No mês seguinte ao lançamento da Sophie, teremos o lançamento de O Melhor Guia K – POP Real Oficial (R$ 34,90), por Pedrugo.

Como eu disse, são muitos livros, então vou citar só mais quatro, que eu realmente fiquei maluca pra ler. O primeiro deles eu acabei trazendo pra casa, que é o lançamento do Pedro Chagas, o Prometo Perder. Os outros três são de suspense, e eu sai do evento maluca pra ter os três na mão : O Livro dos Espelhos, O Casal que Mora ao Lado e Em Águas Sombrias.

O evento foi maravilhoso e espero ano que vem o Mochilão venha novamente pra Jampa

mochilão 2017 (30)_Fotor.jpg

Para conferir as fotos de algumas das capas, é só ver nosso álbum na página do Facebook.

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Meu Coração e Outros Buracos Negros por Jasmine Warga| RESENHA

Talvez eu tenha chorado muito lendo esse livro.

Só talvez.

FICHA TÉCNICA

Obra: Meu Coração e Outros Buracos Negros (My Heart & Other Black Holes)

Autora: Jasmine Warga N° de páginas: 312
Editora: Rocco Jovens Leitores ISBN: ISBN-13: 9788579802683

Sinopse: Um tema amargo, mas necessário. Em Meu coração e outros buracos negros, a estreante Jasmine Warga apresenta aos leitores um romance adolescente que aborda, de forma aberta, honesta e emocionante, o suicídio. Aysel, a protagonista, enfrenta problemas com a família e os colegas de escola, como tantos jovens por aí, e, aos 16 anos, planeja acabar com a própria vida. Mas quando ela conhece Roman num site de suicídio, em busca de um cúmplice que a ajude a planejar a própria morte, num pacto desesperado, a vida dos dois literalmente vira de cabeça para baixo. Aos poucos, Aysel percebe que seu coração ainda é capaz de bater alegremente. E ela precisará lutar por sua vida, pela vida de Roman e pelo amor que os une, antes que seja tarde. (Fonte: Skoob.com)

SOBRE O LIVRO

“Passo muito tempo imaginando como seria morrer. Que barulho faz morrer. Se vou explodir como aquelas notas, soltar meus últimos gritos de dor e então ficar em silêncio para sempre. Ou talvez vou me transformar em uma estática sombria quase imperceptível, que só se ouve com muita atenção.

Felizmente, o tema do suicídio tem sido algo cada vez mais comum na literatura – o sucesso de 13 Reasons Why não nos deixa mentir. E por gostar muito de livros que tratam de temas como esse – não apenas o suicídio, mas toda a imensa gama de assuntos que a psicologia abrange – Meu Coração e Outros Buracos Negros estava na minha wishlist de livros para ler esse ano.

Nessa obra emocionante, Jasmine nos apresenta Aysel – uma garota muito inteligente de 16 anos, que após uma tragédia familiar, passa seus dias planejando sua própria morte. Conhecemos também o ambiente que nossa personagem tem de enfrentar todos os dias, com um pai preso por ter cometido um crime horrendo, Aysel tem de suportar comentários indesejados das pessoas na escola, no trabalho, e em qualquer lugar que ela vá – e fazer tudo isso sozinha. Sua mãe, que deveria ajuda-la, não sabe lidar com o fato.

Assim, por mais que Aysel tenha certeza que a melhor solução seja tirar sua própria vida, ela não sabe se consegue fazer isso sozinha. Em busca de ajuda, Aysel acha um site chamado Passagens Tranquilas, que reuni uma comunidade de pessoas que desejam se matar. É nesse site que Aysel encontra seu parceiro da morte, Roman. O adolescente de 17 anos, que também é assombrado por uma tragédia familiar, está decidido a tirar sua vida, e agora, ele pretende fazer isso junto a Aysel.

Apresentada a trama inicial do livro, alguns apontamentos devem ser feitos. A história toda é muito angustiante, por que cada capítulo contém uma contagem regressiva da data escolhida por Roman para o suicídio. E logicamente, a cada capítulo que passa nós conhecemos mais de cada personagem e nos sentimos cada vez mais apegados a eles. Assim, a cada dia que passa e a iminente morte está mais perto, você fica mais angustiado, querendo mudar o que parece já estar decidido a acontecer.

“O problema do suicídio, que a maioria das pessoas não percebe, é ser algo realmente difícil de concretizar. Eu sei, eu sei. As pessoas sempre ficam de mimimi dizendo que “o suicídio é uma saída covarde”. E acho que é mesmo… quer dizer, estou desistindo, me rendendo. Fugindo do buraco negro que é meu futuro, me impedindo de crescer e virar a pessoa que tenho pavor de me tornar. Mas o fato de ser uma saída covarde não garante que vá ser fácil.

“Às vezes, imagino que meu coração é como um buraco negro – tão denso que não há espaço para a luz, mas isso não significa que não possa me sugar para dentro dele.”

Além disso, a forma como a relação entre Aysel e Roman é construída é muito interessante. Os dois estavam quebrados e afastados de todos ao seu redor. Ninguém realmente os conhecida. Ninguém realmente sabia o que se passava com eles, e por isso, na cabeça deles, a única solução era tirar a própria vida. Porém, quando os dois criam uma brecha para que alguém se aproxime, mesmo que seja uma pessoa que tem o mesmo objetivo que eles de tirar a própria vida, isso já é o suficiente para que algumas decisões comecem a ser repensadas. Já é o suficiente para que uma das partes comece a ver que talvez a morte não seja a única solução. É com essa relação construída, que Aysel começa a se questionar o que deve fazer : ir em frente, ou tentar salvar ela e Roman?

“– Então, vamos passear no parquinho? – Uso as palavras que ele usou antes. “Passear” soa muito menos mórbido que: “Onde vamos planejar nossa morte conjunta?”

O livro, além de contar com uma descrição fantástica dos sentimentos de Aysel, os comparando a buracos negros, também conta com várias analogias as leis da física, como a Teoria da Relatividade de Einstein. E não, não se preocupe, esse não é um livro maçante, cheio de comparações difíceis de se compreender. As analogias são feitas de forma equilibrada, e até mesmo poética.

“– Tenho pensado muito na energia do universo. Se a energia não pode ser criada ou destruída, apenas transferida, o que acha que acontece com a energia das pessoas quando morrem?

 

“E o tempo não é constante. Ao menos não o conceito humano de tempo. Einstein teorizou que, quanto mais rápido nos movemos, mais devagar achamos que o tempo se move. De qualquer forma, os relógios ainda vão continuar a andar na mesma velocidade, mas tudo isso depende da percepção do observador.

[…]

– Ponha a mão em um forno quente, e vai parecer uma hora. Sente-se com uma garota bonita por uma hora, e vai parecer um minuto. Isso é relatividade.

Meu Coração e Outros Buracos Negros é um livro que todo mundo deveria dar uma chance uma vez na vida, não só por tratar de um assunto tão delicado, mas por fazer isso de uma forma tão linda e tocante.

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Clube da Luta por Chuck Palahniuk | RESENHA

Então eu finalmente li o Clube da Luta.

FICHA TÉCNICA

Obra: Clube da Luta (Fight Club)

Autor: Chuck Palahniuk N° de páginas: 270
Editora: Leya ISBN: ISBN-13: 9788544103111

Sinopse: Considerado um clássico moderno desde sua publicação em 1996, o livro “Clube da Luta” consagrou Chuck Palahniuk como um dos mais importantes e criativos autores contemporâneos, além do próprio livro como um cânone da cultura pop. O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente. O livro foi filmado em 1999, pelo vencedor do Oscar de melhor diretor, David Fincher (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Rede Social), que conseguiu adaptar toda atmosfera do livro, o mundo caótico do personagem e o humor negro de Palahniuk em uma trama recebida com inúmeros elogios pela crítica e pelo público que conta com os atores Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter.  (Fonte: Skoob.com )

SOBRE O LIVRO

“ […] eu sei de tudo: a arma, a anarquia, a explosão, tudo isso tem que ver com Marla Singer.

Nesse clássico, que a cada dia que passa ganha mais fãs, conhecemos um personagem anônimo que trabalha no setor de recall em uma empresa de automóveis e luta contra sua constante insônia – aparentemente agravada pelo jet lag sofrido toda vez que precisa viajar a trabalho.

Após recorrer a ajuda profissional, e receber em troca um comentário exasperado sobre o que é sofrimento de verdade, o protagonista visita um grupo de apoio e acaba encontrando o remédio para sua insônia ali.

E algo que começou com algumas visitas a um grupo de apoio, chorando no meio dos peitos de Bob, se tornou um vicio.

“ Os grandes braços de Bob se fecham em torno de mim, e eu fico espremido no escuro, entre suas novas tetas suadas, penduradas e enormes […]

O problema aparece quando conhecemos Marla Singer. O tratamento contra insônia do rapaz vai por água abaixo quando a mulher, que também é uma farsa, começa a visitar todos os grupos de apoio aonde ele encontra alívio suficiente para conseguir dormir pela noite. E por mais que ele também seja uma farsa, a presença de Marla o incomoda a ponto de conseguir tirar seu tão precioso sono. Ele não conseguia dormir com Marla indo aos grupos de apoio. Ele não conseguia chorar nos peitos de Bob. 

 

“ Cabelos curtos, pretos, desgrenhados, olhos redondos como num desenho animado japonês, cor de leite aguado, amarelada, um vestido estampado com rosas escuras, essa mulher também estava no meu grupo de apoio à tuberculose da sexta-feira à noite. Estava na minha mesa-redonda de melanoma de quarta à noite. Na segunda, estava no meu grupo de discussão sobre leucemia, os Firmes na Fé.

Mas Ysa, onde o famoso Tyler Durden entra nessa história?

Bem, como se não bastasse alguém está tentando tirar seu remédio contra a insônia, o lugar onde nosso narrador mora acaba indo pros ares após uma explosão, o deixando sem nada. Assim, ele acaba indo morar com um homem misterioso que conheceu durante uma viajem : Tyler Durden.

 

“ Seu nome era Tyler Durden, era projetista de filmes do sindicato, deu seu telefone. Foi assim que nos conhecemos.

De cara, temos a impressão que será apenas uma amizade de um cara mais certinho com alguém que é totalmente seu oposto, porém, a situação vai muito além disso. A peculiaridade da amizade começa quando Tyler pede para que seu amigo soque seu rosto. Sim, o acerte com um murro. Segundo Tyler, ele não queria morrer sem uma cicatriz.

Isso aconteceu uma, duas, três vezes… E se tornou a diversão das madrugadas do sábado para o domingo. Lutar. Sem um vencedor ou perdedor. Só lutar até não aguentar mais. E o que eram só dois caras lutando no meio da rua, passou a ser um grupo secreto em uma sala escondida de um bar, com regras que todo participante deveria seguir – inclusive, estou infringindo a primeira delas ao fazer essa resenha.

 

“ A primeira regra do Clube da Luta é: você não fala sobre o Clube da Luta.

A questão proposta pelo Clube da Luta não se resume a caras batendo uns nos outros. Vai muito além disso. A intenção do Clube da Luta era que as pessoas – que eram mecânicos, professores, chefes, médicos, durante o dia – batessem em seus problemas naquele momento. Elas eram outras pessoas naquele momento. E consequentemente, o Clube da Luta só existia naquela hora. A partir do momento que eles saiam dali, não se falava do Clube da Luta. Ele não existia.

A trama continua com a organização, que era apenas um pequeno grupo no começo, tomando proporções gigantescas, levando Tyler a se aproveitar dessa “fama” para espalhar seus ideais. O desenrolar da história é algo que espero que cada um que leia essa resenha tenha vontade suficiente de descobrir por meio da leitura do livro – mais do que recomendada.

A narrativa cortada do Chuck muitas vezes me deixou meio perdida, porém, o plot do livro acaba explicando tudo – a forma como ele narra, o ritmo do livro, todo o clima e ambiente criado. Simplesmente fantástico.

E para quem não se convenceu a começar a ler, acredite quando eu digo que o livro vai muito além de caras chegando ao trabalho com boca sangrando e sem um dente. Ele surpreende em sua excelência, conseguindo esconder muito bem o desfecho da história, que é impressionante.

OBS: Vai sair um vídeo pequeno, sem explicação, sem nada, só mostrando essas duas edições da Editora Leya – capa dura e ed. colecionador. 

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