[RESENHA] O Duque e eu por Julia Quinn

Um gênero literário que sempre me cativou foi o romance de época. O primeiro livro a me mostrar esse universo fantástico,normalmente vivido em Londres em meados dos séculos XVIII e XIX,foi Orgulho e Preconceito da tão aclamada Jane Austen. Foi exatamente por isso que quando a escritora americana Julia Quinn recebeu o título de “Jane Austen contemporânea” , eu sai procurando seus livros,em busca de mais universos como os que encontrei nos livros da Jane.

E foi assim que eu encontrei Os Bridgertons.

FICHA TÉCNICA

Editora: Arqueiro

ISBN: 9788580411461

Série: Os Bridgertons

Páginas:  288

Nota: ★★★★★

Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida. (Skoob)

Leia um trecho aqui.

OS BRIDGERTONS

Os Bridgertons é uma série que está dividida em oito livros,de acordo com cada ‘filho’ Bridgerton. Oito filhos,oito livros. E um fato muito engraçado de se notar é os filhos foram nomeados em ordem alfabética : Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. Daí você já tirar que essa família não é nem um pouco normal.

Bem,no começo de cada livro há está árvore que ajuda o leitor a compreender a ordem dos filhos e dos livros.

SOBRE O LIVRO

Já faz um certo tempo que li o primeiro livro da série,mas só agora me dei conta de que não havia feito resenha desse livro no blog. Pretendo fazer resenhas dos outros livros já lançados da série logo logo. Mas enfim,do que ser trata esse primeiro volume da série Os Bridgertons?

O Duque e Eu é um romance de época que segue bem a linha da Jane Austen (e linha de qualquer outro romance de época). Isso acaba sendo um pouco clichê quando se lê esse gênero,mas o que da a diferente e cativa o leitor é a forma como cada personagem vai reagir a aquela situação.

O livro se passa em mais ou menos em 1813,em uma sociedade londrina onde todas as mães e moças correm atrás de um único objetivo: um bom partido. Durante uma época chamada Temporada, as moças e suas mães frequentam bailes,a procura do cônjuge perfeito.E nesse cenário que nós conhecemos o casal que fará toda história acontecer: Simon Basset, o duque de Hastings, e Daphne Bridgerton,a mais velha das irmãs Bridgertons. 

Simon é o cônjuge perfeito. Bonito,solteiro,jovem dos olhos azuis, tira suspiros de todos por onde passa. Porém, Simon tem um objetivo que destrói os sonhos de todas as moças que o vêm como futuro marido. Por ter sido mal tratado pelo pai quando criança,ele quer se vingar,por não dar continuidade ao ducado herdado por seu pai. E para isso ele nunca poderá se casar. Nunca. Além disso,ele não vê o casamento com bons olhos,e esses dois pontos são bem abordados no livro. Os seis anos que passou em viagens pelo mundo, e  infância que deixará marcas ruins por toda a sua vida.

Do outro lado nós temos Daphe. Não tão bonita,mas inteligente e com um humor fascinante,tem a capacidade de fazer com que todos os homens a sua volta a vejam somente como sua melhor amiga. Por isso, a tarefa de conseguir um marido não tem sido nada fácil para a quarta filha Bridgerton. Até que ela conhece Simon por acaso em um dos bailes. Se torna uma surpresa para os dois quando logo,em segredo,descobrem ter uma atração um pelo outro.Porém,o fato de Daphe ser irmã do melhor amigo de Simon,Anthony,faz com que a relação seja vista como algo impossível.

– Que diabo você pensa que está fazendo? – sibilou ela.

– Protegendo minha irmã!

– Do duque? Ele não pode ser tão perverso assim. Na verdade, ele me lembra você.

Anthony soltou um gemido.

– Então ela realmente precisa da minha proteção.

Assim, para que “os dois” saiam ganhando nessa brincadeira,eles fazem um acordo: viveram um relacionamento de fachada,assim Simon conseguirá afastar as pretendentes e Daphe será vista como uma dama diferente,atraindo a atenção dos homens a sua volta. O melhor plano de todos os tempos,não é mesmo? Só lendo para descobrir.

Mas bem,é a partir desse ponto da história que o enredo começa a ficar ainda mais divertido e envolvente. Você acompanha o crescimento dos personagens,a construção da relação dos dois e muitas vezes a luta para saber lidar bem com a situação. Saber não se apaixonar por quem está dentro de um plano com você.Ou ao menos tentar.

Assim, beijá-la se tornou uma questão de autopreservação. Era simples: se não fizesse isso, se não a possuísse, ele morreria. Parecia melodramático, mas naquele instante ele poderia jurar que era verdade. O desejo que se enroscava em suas entranhas acabaria fazendo-o sucumbir.

Ah,e outro ponto que não pode ser esquecido é a personagem Lady Whistledown.

“Dizer que os homens podem ser teimosos como mulas seria um insulto às mulas”.
Crônicas da sociedade de Lady Whistledown, 4 de junho de 1813

É sem dúvida a personagem mais misteriosa e interessante de toda a trama,e de todos os livros. Escritora de um pequeno jornal chamado Crônicas da Sociedade de Lady Whistledown, essa ‘dama’ é conhecida pelos seus comentários engraçados e sinceros a respeito da sociedade londrina. Ela sabe tudo,sobre todos,todo o tempo,mas ninguém sabe realmente quem é ela. A única coisa que sabemos é que no começo de cada capítulo seremos presenteados por mais um dos artigos reveladores escritos por ela.

Enfim,as trama dá ao leitor uma diversidade muito grande sentimentos. Você ri com a frases de Daphe,com o ciúmes de Anthony,mas logo está confusa com os sentimentos de Simon,e o considera o mais romântico de todos os homens,sendo incapaz de pensar como alguém como ele está resolvido a não se casar. Cativante,emocionante e divertida.Uma leitura que mesmo seguindo o estilo comum dos romances de época,consegue ser totalmente original.

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