[RESENHA] O Nome da Rosa do Umberto Eco

Hey pessoas deste vasto planeta, tudo bem com vocês?

Eu estava meio desesperada por que minha intenção era ter terminado Peter Pan Tem que Morrer hoje para poder escrever resenha  e não deixar mais um quarta passar sem livros por aqui. Porém, por motivos que explicarei na resenha do livro, acabei me atrasando e não pude terminar até hoje.

Movida pela vontade de escrever alguma resenha hoje, fui até o meu skoob ver algum livro que já li mas que não havia resenhado no blog ainda. Achei um ‘bocado’, e dentre todos escolhi O Nome da Rosa, do Umberto Eco, por que foi um livro que eu realmente gostei muito e não entendo por que ainda não havia resenhado aqui no blog.

Mas enfim… vamos ao que interessa.

Ahhh… e visto que já faz algum tempo que li, me perdoem caso eu dê informações muito vagas na resenha.

Sem título

FICHA TÉCNICA

ISBN:  ISBN-13: 9788511530155 ISBN-10: 8511530150

Páginas: 562

Nota: ★★★★

Sinopse: Num Monastério nas escarpas dos Montes Apeninos, na Itália medieval, sete monges são assassinados em sete dias e sete noites. Acontecimentos em circunstâncias tão insólitas desafiam o extraordinário talento dedutivo do sábio franciscano inglês Guilherme de Baskerville. (Skoob)

O LIVRO

Em O Nome da Rosa nós conhecemos Guilherme de Baskerville, frade franciscano que chega a um mosteiro italiano junto a seu aprendiz, Adso de Melk (que é quem nos conta a história), para investigar um assassinato, ou suicídio, que aconteceu um dia antes deles chegarem ao local. O método dedutivo de Baskerville lembra muito os romances e contos do nosso querido Sherlock Holmes. Quem é fã do Sherlock deve ter percebido logo de cara a referencia ao detetive no sobrenome de Guilherme, que está ligado a um dos romances mais conhecidos de Arthur Conan, O Cão dos Baskervilles.Além disso, o fato da história ser contada por Adso, companheiro de Guilherme, nos lembra muito a relação que existe entre Sherlock e Watson.

Mas, voltando a história principal, a morte de Adelmo é a primeira de sete mortes, que acontecem em 7 noites. Devido a esse fato, Guilherme tem que correr contra o tempo para descobrir quem ou o que está causando essas mortes. Em meio as suas pesquisas, vários mistérios começam a aparecer, e o mais visível dentre eles envolve a biblioteca do mosteiro, que por dentro é como um labirinto e aqueles que se atrevem a entrar nela podem muito facilmente se perder e não encontrar mais a saída.

Os monges que ali vivem não tem acesso a todos os livros da biblioteca, que constitui uma das maiores que já existiram. Por que o acesso a alguma obras deveria ser restrito e como esses livros poderiam estar ligados as mortes que estavam ocorrendo no mosteiro? É esse mistério que leva a trama, e faz com que o leitor acabe desconsiderando (ou se esforçando para isso) as partes maçantes, com diálogos demorados e discussões cansativas.

Em paralelo a investigação de Guilherme e Adso, Umberto Eco denuncia as práticas que eram comuns naquela época dentro dos mosteiros. A fé hipócrita de muitos fieis, que condenavam práticas imorais mais faziam parte delas as escuras. Além disso, o costume de sempre levar as ocorrências bizarras do dia a dia, como as mortes dos monges, a forças maiores e a espíritos malignos. É isso que acaba diferenciando tanto Guilherme dos outros fieis: enquanto todos procuram uma resposta em espíritos e forças, Guilherme prova com fatos e de forma lógica o por que daquelas mortes estarem ocorrendo e quem é o verdadeiro culpado.

Com o andamento da leitura, outro mistério surgir, mas junto com ele, todas as provas de que está ligado aos livros escondidos: o riso deveria ser algo odiado dentro do mosteiro, e essa ideia estaria ligada ao livro perdido de Aristóteles sobre o riso. E isso explicaria o por que do livro ter por nome “O Nome da Rosa”. No fim do livro nos deparamos com a frase “Stat rosa pristina nomine,nomina nuda tenemus” que significa “A rosa antiga permanece no nome, nada temos além do nome”, que faria referencia ao livro perdido de Aristóteles, que não se sabia se estava perdido ou se realmente nunca havia existido, nós só temos o nome.

Umberto cria uma trama eletrizante envolta dos mistérios do mosteiro, que faz com que o leitor queira ler as 562 páginas do livro de uma vez. Para aqueles que gostam de livros com mistérios, investigação, ambientados na Idade Média, eu recomendo fortemente.

É isso pessoal! Acho que fiz uma boa resenha, mesmo tendo lido o livro a algum tempinho já.

Um grande abraço e até mais! 😀

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