[RESENHA] O Espadachim de Carvão do Affonso (perito em explosivos) Solano

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“Você é uma planta?”

Hey pessoas!

Sim… enfim estou trazendo resenha do famoso livro Espadachim de Carvão, do escritor,ilustrador, podcaster e fofo Affonso (perito em explosivos) Solano. Quem acompanha o Matando Robôs Gigantes conhece (sem dúvida) o cara do bigode engraçado haha.

FICHA TÉCNICA

ISBN:  ISBN-13: 9788577343348 ISBN-10: 8577343340

Páginas: 256

Nota: ★★★★★

Sinopse: Adapak está sendo caçado. Perseguido por um misterioso grupo de assassinos, o jovem de pele cor de carvão se vê obrigado a deixar a ilha sagrada onde cresceu e a desbravar um mundo hostil e repleto de criaturas exóticas. Munido de uma sabedoria ímpar, mas dotado de uma inocência rara, ele agora precisará colocar em prática todo o conhecimento que adquiriu em seu isolamento para descobrir quem são seus inimigos. Mesmo que isso possa comprometer alguns dos segredos mais antigos de Kurgala.

O LIVRO

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Em O Espadachim de Carvão, nosso querido Affonso Solano apresenta ao público um universo completamente novo. Nele conhecemos Kurgala, mundo que abriga seres das raças mais distintas. Dentre guandirianos e sadummunianos , conhecemos um rapaz que não se encaixa em nenhuma raça (ou não): Adapak. Nosso personagem principal de pele negra e olhos brancos, começa o primeiro capítulo do livro fugindo de um grupo de criaturas que querem vê-lo morto. Adapak tinha 19 ciclos quando a ilha que vivia foi invadida por assassinos e ele teve de fugir para sobreviver. A trama que se segue irá contar a vida de um garoto que tem uma mente regada pela inocência, porém, consegue ser um espadachim habilidoso capas de matar dez gisbanianos sozinho.

Adapak consegue conquistar o leitor pelo misto de inocência e sabedoria que apresenta. Um mestre em usar dos Círculos Tibaul, nosso menino de carvão tem toda a habilidade que um espadachim deve ter, mas é ingênuo com respeito as verdades do mundo. Em sua juventude, nunca saiu da ilha para conhecer o verdadeiro mundo de Kurgala e toda a ideia que tinha do real havia sido tirada dos livros de fantasia que leu.

Caminhando até a árvore, ele abriu o pequeno baú de madeira sobre a grama e guardou o livro que estava lendo – o próximo capítulo das aventuras dos irmãos Tamtul e Magano teria que esperar até o sol seguinte.

Quando o menino se vê obrigado a largar o lugar onde vivia com seu pai, uma das quatro criaturas que haviam criado Kurgala, e sobreviver no mundo lá fora, o resultado é muitas vezes até mesmo engraçado. Em alguns momentos Adapak é enganado ou fica perdido sobre coisas simples e comuns do mundo, o que fez com que eu me apegasse ainda mais ao personagem.

Nessa jornada, o leitor irá descobrir junto o personagem por que estão tentando matar ele. Para que isso aconteça, alguns segredos de Kurgala serão desvendados, fazendo com que você queira loucamente ler a continuação da história.

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Um dos pontos altos do livro é o fato do Affonso ter criado um mundo cheio de detalhes. Somos apresentados a diversas raças, e cada raça tem sua característica peculiar. Ele soube se aprofundar na maneira certa em cada uma delas, não tirando o foco principal da história, mas ao mesmo tempo dando a devida importância na história. Eu curto bastante histórias onde o autor criou um mundo completamente novo pra ele, e que ele sabe apresentar para a pessoa que está lendo todas as características daquele mundo. É como se você tivesse viajado pra esse universo completamente novo, e começa-se a descobrir as histórias e as características daquele lugar. É como um ser humano descobrindo um planeta alienígena. Isso é SHOW!

Além disso, outro ponto que chama atenção no livro são as cenas de ação. Muito bem descritas, dão ao leitor a sensação de que você está dentro da cena. É aquele tipo de coisa : você fecha os olhos e consegue ver a cena acontecendo na sua cabeça.

Importante ressaltar que sim, é dada muita importância a habilidade de Adapak em lutar durante todo o livro, mas isso não faz das lutas algo tipo “Ele é invencível. Eu já sei o que vai acontecerNão! Durante as partes em que ele está lutando você fica meio “A gente vai viver!” “A gente vai morrer” e coisas do tipo.

  

Pra finalizar, gostaria de falar sobre três pontos que eu curtir bastante : Primeiro, nessa questão de criar um mundo próprio, Solano também criou suas ‘próprias medidas’ ou seus próprios termos, como ciclos e cascos.

Um enorme volume bulboso ergueu-se 18 cascos acima da superfície.

Segundo : a forma como ele fala de assuntos comuns para nós, e principalmente para um adolescente, como o amor e alguns princípios para a vida.

Fulana‘ era um veneno para o qual sua mente ainda não tinha descoberto o antídoto. (Substituir o nome por fulana por que não quero entregar, mesmo que seja algo simples, o nome da paixonite do cara pra quem ainda não leu haha).

Quando eles têm que se separar, ele diz algo mais ou menos como “perdê-la foi pior do que a morte”. Eu sempre achei essa frase muito exagerada… Mas acho que pensei assim porque a interpretei errado […] Achei que ele se referia à morte dele, mas hoje acho que a frase se referia à morte dela […] Se a Rainha Estátua tivesse morrido, não haveria nada que Magano pudesse fazer para reavê-la […] Algo irreversível. Me separar de fulana foi muito diferente disso. Foi como se arrancassem parte da minha história à força, mas em vez de desaparecerem com ela, a trancaram em uma sala ao meu alcance, mas que eu não posso destrancar.

E terceiro : a história não é contada em uma ordem cronológica : hora você está acompanhando Adapak com 4 ciclos hora você está acompanhando ele com 19. Isso é bem legal, por que o autor vai te dando pistas do que está acontecendo e você vai juntando tudo até culminar no capítulo final, onde igual a um romance de Sherlock Holmes onde o detetive joga na cara de todos a verdade que estava bem debaixo do nariz deles todo o tempo, descobrimos o motivo pelo qual Adapak está sendo perseguido dentre outros mistérios que o rodeiam.

Me senti em um Nerdcast especial de RPG lendo esse livro, e se por algum acaso o Jovem Nerd quiser fazer um acho uma boa.

É isso galera! 😀 Recomendo o livro para todos que gostem de livros de fantasia, cheios de detalhes fantásticos. Além disso é de um autor nacional, o que torna o livro ainda mais especial. Espero do fundo do meu coração conseguir encontrar o Affonso fim de ano na Comic Con 😀

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5 comentários em “[RESENHA] O Espadachim de Carvão do Affonso (perito em explosivos) Solano

  1. Estou lendo esse livro atualmente, e tua resenha me fez ter mais simpatia por ele. Uma coisa que não compreendo muito bem é o esquema dos cascos. Tu sabe quanto equivale isso em centímetros, Ysa? Inicialmente pensei que 1 casco equivalei a 1 metro (igual a 1 ciclo equivaler a 1 ano), mas acho que não, acho que 1 casco é menos que 1 metro.

    1. 😀 Fico extremamente feliz. Amei o livro e estou louca pra ler a continuação. E sobre os cascos, na página 27 do livro do Adapak fala que 1 casco equivale a um palmo de sua mão. E um ciclos equivale a 14 meses terrestres 😀

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