Peter Pan por J. M. Barrie | RESENHA

FICHA TÉCNICA

Obra: Peter Pan

Autor: J. M. Barrie N° de páginas: 253
Editora: Zahar ISBN: ISBN-13: 9788537811535

Sinopse: Um dos mais populares clássicos infantis, Peter Pan é uma história que, como Alice no País das Maravilhas, une gerações, contagiando também adultos com sua energia, imaginação e um enredo que permite diversos níveis de interpretação. Essa tradução do texto integral da obra de J.M. Barrie transporta crianças e adultos para um mundo mágico, povoado pela família Darling e pelos habitantes da Terra do Nunca – Peter Pan, os meninos perdidos, Sininho, o Capitão Gancho e seus piratas… (Fonte: Zahar.com.br)

SOBRE O LIVRO

“Peter Pan é um garoto que não quer crescer, não quer se ‘tornar um homem’, porque correria o risco de ficar patético como os demais personagens masculinos da história, que são todos ridicularizados, desvalorizados, diminuídos. Gancho tem medo de sangue e se preocupa com os bons modos; Jorge Darling se preocupa com o que os vizinhos pensam dele, é um homem bobo, orgulhoso, inseguro.”

Se você é um amante dos filmes da Disney desde criança, sem dúvida conheceu essa história fascinante por meio das adaptações feitas pela empresa. Peter Pan, o menino que não queria crescer.

Se você nunca experimentou entrar nesse universo fantástico por outro meio que não o cinema, posso dizer com todas as letras que não vai se arrepender se der uma chance ao livro. Quando começamos a ler a obra de J. M. Barrie, somos transportados para a casa dos Darling, na Inglaterra. Inicialmente, somos apresentados ao Sr.Darling, um homem metódico, que está sempre preocupado com as finanças da família, e que se irrita muito facilmente – basta que o nó de sua gravata não esteja colaborando com ele. Logo, vemos o sua outra metade, completamente diferente dele : uma moça linda, encantadora, que todos dariam tudo para ganhar seu beijo. Cuidadosa e carinhosa, essa é a Sra. Darling. A junção dessas duas diferentes personalidades trouxe ao mundo três crianças maravilhosas: Wendy, João e Miguel. A família mais feliz da Inglaterra, tem como babá um cadela, a Naná – que é, sem sombra de dúvidas, a melhor babá que alguém poderia ter.

A narrativa não demora muito, até que sejamos apresentados a Peter Pan. O menino, que inicialmente, para a Sra. Darling, era apenas uma criação da cabeça das crianças, era um grande apreciador das histórias que a mãe de Wendy contava todas as noites para os filhos. Uma certa noite, em busca de saber o que aconteceu na história da Cinderela, Peter volta a casa dos Darling e  em uma tentativa de fugir rapidamente, acaba tendo sua sombra presa na janela.

O menino, que queria sua sombra de volta, retorna a casa dos Darling em uma noite em que Naná foi presa no quintal, e o Sr. e a Sra.Darling saíram para um festa. Ao entrar na casa, Peter acaba conhecendo Wendy, João e Miguel, e os levando para a Terra do Nunca. Daí pra frente, é uma aventura que espero que cada um de vocês dê uma chance para conhecer.

“Porque não somos mais alegres, inocentes e desalmados. Só quem é alegre, inocente e desalmado consegue voar.”

O que chama atenção no livro, e faz com que ele seja uma volta a infância, é não só a história, mas também a forma como ela é contada. A narrativa nos dá a sensação de está sendo feita por alguém que cresceu, mas não deixou de ser criança. Como assim? Quando somos apresentados ao beijo, ele não tem uma descrição completamente concreta : podendo ser um botão ou um dedal. Isso demonstra muito da inocência que as crianças tem.

Uma das partes mais mágicas é quando somos apresentados a Terra do Nunca, OPS…. As Terras do Nunca. Para o narrador, todos nós temos uma Terra do Nunca, que vamos quando estamos dormindo.

“É Claro que as Terras do nunca variam muito. A de João, por exemplo, tinha uma lagoa com flamingos voando em cima, nos quais ele atirava. Já a de Miguel, que era muito pequeno, tinha um flamingo com lagoas voando em cima.”

“De todas as ilhas deliciosas que existem, a Terra do Nunca é a mais aconchegante e compacta; não é grande e espalhada, sabe? Com aquelas distâncias chatas entre uma aventura e outra. É bem apertadinha. Quando você brinca nela durante o dia, usando cadeiras e a toalha de mesa, ela não é nem um pouco assustadora. Mas, nos dois minutos antes de você ir dormir, ela fica quase, quase real. É por isso que a gente sempre deixa uma luzinha acesa no quarto durante a noite.”

Outro aspecto que chama atenção, é o fato de todos os personagens serem muito bem trabalhados e construídos. Isso torna a história muito real para o leitor. Uma história de poucas páginas, mas que esconde um universo enorme e maravilhoso, descoberto quando abrimos o livro.

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