13 Reasons Why – A adaptação que completou a história original | LIVRO X SÉRIE

Eu sei, eu sei! Já é a terceira vez que falo sobre Os 13 Porquês nesse blog nas últimas duas semanas. Eu prometo que esse será o último post! 😀

Quando comecei a assistir a série, a ideia de escrever um post falando das diferenças entre livro e adaptação não saia da minha cabeça. Eu gostaria de falar como, pra mim, a série meio que conseguiu completar a história do livro.  Daí, para ajudar, um amigo meu me pediu para fazer exatamente isso. Então… aqui estou eu!

Ah… E antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que, eu sei que normalmente sou a chata que prefere o livro e fala “Não tinha isso” “Eles criaram isso“, mas existem algumas produções que conseguem fazer isso muito bem, e essa produção é um exemplo disso. Então sim : eu AMEI a adaptação.

OBS: VOCÊ ESTÁ ENTRANDO EM UMA ZONA DE SPOILER. LEIA POR SUA CONTA E RISCO. (Spoilers tanto do livro como da série)
  • O Clay não é tão lerdo no livro. Na série, devido ao background criado para a história, o pequeno Clay leva horas e horas de uma fita para a outra, quando no livro, ele ouve tudo em praticamente um noite.
  • No livro, a história se resume muito a relação Hannah/ Clay. Falei um pouco sobre isso na resenha que escrevi sobre ele. Quase não vemos os outros personagens – tirando o Tonny, que é meio que o Guardião das fitas. Por isso, esse efeito colateral, se assim podemos chamar, da decisão da Hannah sobre outros personagens – Justin, Jessica, Alex… – não é muito bem explanado no livro. Você se concentra muito no efeito que tudo está tendo sobre o Clay. Acho que foi nesse ponto que série ganhou meu coração. Foi muito interessante eles terem explorado o efeito de tudo que aconteceu nos outros personagens : como todos tentam calar a boca do Clay, como é pro Justin ter que contar sobre o caso de estupro para a Jessica, e assim por diante.

  • A relação entre a Hannah e o Clay, no livro, é muito… platônica, posso dizer. Temos a impressão de que ela sempre foi algo meio que inalcançável para ele, e ele tinha esse amor secreto por ela, sem nenhuma reciprocidade.  Ela era amiga dele e ponto. O único momento em que sentimos que algo pode rolar é quando eles se beijam na festa da Jéssica, mas até esse ponto tudo não passava de um amor secreto. Já na série, desde que os dois se conhecem, vemos que ela vai nutrindo aos poucos um sentimento por ele. É nesse ponto que vejo muito como, na série, ela é a única narradora, assim podemos conhecer bem o seu ponto de vista e sentimentos. Já no livro, o Clay acaba dividindo essa posição com ela.
  • No livro, quase não temos a participação dos pais da Hannah. Até certo ponto, podemos acreditar que eles não se importam nem um pouco com ela. Já na série, a relação é bem oposta. Por mais que, no fim das contas, elas acabaram meio que deixando os sinais passarem desapercebidos, eles amavam ela e se importavam com ela – uma relação que não é vista no livro.
  • O garoto morto no acidente causado por Sheri, no livro, é alguém desconhecido para Clay. No caso da série, o garoto morto acaba sendo um dos melhores amigos dele, o Jeff.
  • No livro, não temos nenhum sinal que Clay tivesse problemas psicológicos e precisasse de remédios. Já na série, o garoto já passou por tratamento e chega a ter visões em momento de muito stress. Além disso, a série aborda um lado mais rebelde do personagem – com sede de vingança pelo que aconteceu com Hannah. Ele chega a confrontar Bryce e gravar uma confissão do garoto, e nada disso acontece no livro.

  • Alex Standall não tenta suicídio.  Sim, o bebê de todo mundo que assiste essa série. O único que, mesmo fazendo besteira, eu não consegui odiar. Sim, nosso amado Alex não tenta suicídio no livro. Já na série, ele dá um tiro na própria cabeça e acaba em estado grave no hospital.

Além dessas diferenças maiores, temos algumas que podem ser consideradas apenas detalhes, como o fato de Sheri não receber esse nome no livro – seu nome é Jenny Kurtz. Além disso, a frase dita pelo grupo do Monet’s – formado por Hannah, Alex e Jessica – não é “FML” e sim “olly olly oxen free“, que foi traduzido para a edição brasileira como “Um, dois, três, podem sair da toca!“. E por fim, uma pequena mudança na ordem das fitas : no livro, Clay é o 9° e não o 11°. Por isso, a forma como acabamos sabendo dos fatos no livro, é totalmente cronológica, quando na série, os acontecimentos vem em um ordem reversa (os acontecimentos da festa da Jessica).

E aí? O que acharam dessas mudanças? Pessoalmente, acho que a série acabou completando o livro. Acho que por isso acabei gostando tanto. ❤

obs: As imagens desse post pertencem a Netflix.

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