Fragmentados por Neal Shusterman| RESENHA

Esse é um daqueles livros que eu não faço ideia de como começar a resenha.

FICHA TÉCNICA

Obra: Fragmentados (Unwind #1)

Autor: Neal Shusterman N° de páginas: 320
Editora: Novo Conceito ISBN: ISBN-13: 9788581635194

Sinopse: Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria . Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos, desde as mãos até o coração, é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe. O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo. (Fonte: Skoob.com)

SOBRE O LIVRO

Já parou para pensar o quanto a sua vida vale? Com uma narrativa angustiante, Fragmentados consegue plantar essa questão de uma forma muito inteligente.

Nessa história, que em busca de um fim a Segunda Guerra Civil – conhecida como Guerra de Heartland – uma lei que permitia a fragmentação de jovens entre 13 e 18 anos foi aprovada. A aprovação da Lei da Vida deu-se por conseguir satisfazer os dois lados do conflito – Pró-Vida e Pró-Escolha.

Sendo mais específica, a Lei declara que : desde a concepção até completar 13 anos, a criança não pode ser tocada; porém, após essa idade até completar 18 anos, os pais tem total liberdade de assinar um termo que permite a fragmentação do jovem. Segundo a mentalidade criada na sociedade, a criança não morre, já que terá suas partes usadas em outras pessoas, para fins melhores.

“- Eu nunca seria grande coisa mesmo – continua Samson – , mas agora, falando estatísticamente, há uma chance maior de que alguma parte minha alcance a grandeza em algum lugar do mundo. Eu prefiro ser parcialmente grande a ser completamente imprestável.

Após esse conceito introdutório ser apresentado, conhecemos o trio de fragmentados que levará a trama. O primeiro deles é Connor (16 anos) – que mesmo sendo um garoto um tanto quanto problemático, fica surpreendido ao descobrir que seus pais assinaram uma autorização para que ele seja Fragmentado. Do outro lado temos Risa (15 anos), uma Tutelada do Estado, que mesmo possuindo um talento inigualável para a música, recebe a notícia que logo será Fragmentada. E por fim temos Lev (13 anos) – que é sem dúvida o personagem com a história mais interessante de ser analisada. Diferente dos outros dois personagens citados, Lev sempre soube que seria fragmentado. Acreditando piamente que seu destino é o mais honrado – sendo o 10° filho de uma família religiosa – o garoto é muito feliz por ser considerado o verdadeiro dizimo.

“Ele foi um “verdadeiro dízimo.” Com cinco irmãos naturais, mais um adotado, e três que chegaram “pela cegonha”, Lev foi exatamente a décima parte. Seus pais sempre lhe disseram que isso o tornava ainda mais especial.

A vida desses três acaba se encontrando quando um deles tenta fugir da Fragmentação, levando os outros dois juntos – mesmo que um deles não queira ir por considerar que seu destino deve ser aquele. A partir desse momento, somos apresentados a uma história cheia de questionamentos sobre o que é realmente estar vivo e o quanto a sua vida vale para você. O questionamento é feito de forma equilibrada, sem tornar a trama cansativa e maçante – sem tirar também o clima de ação e suspense da história.

Pessoalmente, o que me deixou mais impressionada com toda a trama, é o fato da Fragmentação ser considerado algo normal, e a vida ter um valor muito… ridículo, diria. Por isso, diria que um dos capítulos que mais choca o leitor é aquele que descreve como a fragmentação é feita, deixando bem claro como a sociedade em questão vê tudo aquilo como algo simples e comum. Como algo bom.

Até mesmo a descrição das instalações onde a fragmentação é feita – como se fosse um resort para descansar – e a tranquilidade como aqueles que cuidam da fragmentação tratam do assunto com o fragmentado, consegue trazer esse clima pesado pra gente – e normal para os personagens. Além disso, Neil nos apresenta outras leis, como a lei que deu origem as crianças levadas pela cegonha. A lei declara que se uma mãe não quer criar seu bebê, ela pode deixá-lo em uma porta qualquer, e a pessoa que mora ali terá a obrigação de criar a criança, se a mãe biológica não for pega durante o ato.

“ […] as instalações são dignas de um resort, cheias de tons de pastel e tão pouco vermelho quanto possível, já que o vermelho é psicologicamente associado à raiva, à agressão e, não por coincidência, ao sangue. 

Sobre a narrativa em si, posso dizer que Neal Shusterman não só foi muito feliz na criação dessa história, como na forma como ele nos contou ela. Os personagens secundários completam perfeitamente a história, dando um gostinho a mais para um narrativa que já é muito saborosa. Sem sombra de dúvidas, uma obra prima do autor.

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