Clube da Luta por Chuck Palahniuk | RESENHA

Então eu finalmente li o Clube da Luta.

FICHA TÉCNICA

Obra: Clube da Luta (Fight Club)

Autor: Chuck Palahniuk N° de páginas: 270
Editora: Leya ISBN: ISBN-13: 9788544103111

Sinopse: Considerado um clássico moderno desde sua publicação em 1996, o livro “Clube da Luta” consagrou Chuck Palahniuk como um dos mais importantes e criativos autores contemporâneos, além do próprio livro como um cânone da cultura pop. O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente. O livro foi filmado em 1999, pelo vencedor do Oscar de melhor diretor, David Fincher (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Rede Social), que conseguiu adaptar toda atmosfera do livro, o mundo caótico do personagem e o humor negro de Palahniuk em uma trama recebida com inúmeros elogios pela crítica e pelo público que conta com os atores Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter.  (Fonte: Skoob.com )

SOBRE O LIVRO

“ […] eu sei de tudo: a arma, a anarquia, a explosão, tudo isso tem que ver com Marla Singer.

Nesse clássico, que a cada dia que passa ganha mais fãs, conhecemos um personagem anônimo que trabalha no setor de recall em uma empresa de automóveis e luta contra sua constante insônia – aparentemente agravada pelo jet lag sofrido toda vez que precisa viajar a trabalho.

Após recorrer a ajuda profissional, e receber em troca um comentário exasperado sobre o que é sofrimento de verdade, o protagonista visita um grupo de apoio e acaba encontrando o remédio para sua insônia ali.

E algo que começou com algumas visitas a um grupo de apoio, chorando no meio dos peitos de Bob, se tornou um vicio.

“ Os grandes braços de Bob se fecham em torno de mim, e eu fico espremido no escuro, entre suas novas tetas suadas, penduradas e enormes […]

O problema aparece quando conhecemos Marla Singer. O tratamento contra insônia do rapaz vai por água abaixo quando a mulher, que também é uma farsa, começa a visitar todos os grupos de apoio aonde ele encontra alívio suficiente para conseguir dormir pela noite. E por mais que ele também seja uma farsa, a presença de Marla o incomoda a ponto de conseguir tirar seu tão precioso sono. Ele não conseguia dormir com Marla indo aos grupos de apoio. Ele não conseguia chorar nos peitos de Bob. 

 

“ Cabelos curtos, pretos, desgrenhados, olhos redondos como num desenho animado japonês, cor de leite aguado, amarelada, um vestido estampado com rosas escuras, essa mulher também estava no meu grupo de apoio à tuberculose da sexta-feira à noite. Estava na minha mesa-redonda de melanoma de quarta à noite. Na segunda, estava no meu grupo de discussão sobre leucemia, os Firmes na Fé.

Mas Ysa, onde o famoso Tyler Durden entra nessa história?

Bem, como se não bastasse alguém está tentando tirar seu remédio contra a insônia, o lugar onde nosso narrador mora acaba indo pros ares após uma explosão, o deixando sem nada. Assim, ele acaba indo morar com um homem misterioso que conheceu durante uma viajem : Tyler Durden.

 

“ Seu nome era Tyler Durden, era projetista de filmes do sindicato, deu seu telefone. Foi assim que nos conhecemos.

De cara, temos a impressão que será apenas uma amizade de um cara mais certinho com alguém que é totalmente seu oposto, porém, a situação vai muito além disso. A peculiaridade da amizade começa quando Tyler pede para que seu amigo soque seu rosto. Sim, o acerte com um murro. Segundo Tyler, ele não queria morrer sem uma cicatriz.

Isso aconteceu uma, duas, três vezes… E se tornou a diversão das madrugadas do sábado para o domingo. Lutar. Sem um vencedor ou perdedor. Só lutar até não aguentar mais. E o que eram só dois caras lutando no meio da rua, passou a ser um grupo secreto em uma sala escondida de um bar, com regras que todo participante deveria seguir – inclusive, estou infringindo a primeira delas ao fazer essa resenha.

 

“ A primeira regra do Clube da Luta é: você não fala sobre o Clube da Luta.

A questão proposta pelo Clube da Luta não se resume a caras batendo uns nos outros. Vai muito além disso. A intenção do Clube da Luta era que as pessoas – que eram mecânicos, professores, chefes, médicos, durante o dia – batessem em seus problemas naquele momento. Elas eram outras pessoas naquele momento. E consequentemente, o Clube da Luta só existia naquela hora. A partir do momento que eles saiam dali, não se falava do Clube da Luta. Ele não existia.

A trama continua com a organização, que era apenas um pequeno grupo no começo, tomando proporções gigantescas, levando Tyler a se aproveitar dessa “fama” para espalhar seus ideais. O desenrolar da história é algo que espero que cada um que leia essa resenha tenha vontade suficiente de descobrir por meio da leitura do livro – mais do que recomendada.

A narrativa cortada do Chuck muitas vezes me deixou meio perdida, porém, o plot do livro acaba explicando tudo – a forma como ele narra, o ritmo do livro, todo o clima e ambiente criado. Simplesmente fantástico.

E para quem não se convenceu a começar a ler, acredite quando eu digo que o livro vai muito além de caras chegando ao trabalho com boca sangrando e sem um dente. Ele surpreende em sua excelência, conseguindo esconder muito bem o desfecho da história, que é impressionante.

OBS: Vai sair um vídeo pequeno, sem explicação, sem nada, só mostrando essas duas edições da Editora Leya – capa dura e ed. colecionador. 

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