Interdimensional do FP Trotta | RESENHA

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Posso dizer que uma das coisas mais satisfatórias em ter um blog literário é ver novos autores surgindo, e você fazendo parte, de alguma forma, da carreira deles. Lembro quando recebi o e-mail do Franco propondo uma parceria para o Intergaláctica, primeiro livro da série, e da minha reação, mega feliz por estar iniciando mais uma parceria.

E agora, ai está o segundo volume dessa série que a cada dia que passa ganha mais fãs. Imaginem então a minha reação quando vi o meu nome nos agradecimentos do livro?! ❤

Resenha feita em PARCERIA com o autor F P Trotta.

FICHA TÉCNICA

Obra: Interdimensional (Intergaláctica #2)

Autor: FP Trotta N° de páginas: 234
Editora: FP Trotta ISBN: ISBN: B06W2J1RJS

Sinopse: Depois de escaparem da Ascensão, Amanda, Lina, Stryker, Ripley e Kai são fugitivos procurados pela galáxia, morando escondidos na fortaleza invisível da Belladonna e a descoberta de como planetas do Tipo 13 ascendem de nível no cosmos tem consequências imediatas entre as relações da nave. O grupo relutantemente decide então retornar à Terra o mais rápido possível em uma tentativa de prevenir o planeta contra uma iminente vingança de Nitro contra Amanda, mas são surpreendidos ao encontrar apenas destroços aonde nosso planeta existia e serem jogados para fora da Belladonna no vácuo do espaço por um grupo desconhecido, que saqueia a nave e os abandona pra morrer. Protegidos apenas pelos seus trajes espaciais – com uma quantidade limitada de oxigênio racionando cada respiro o grupo se encontra flutuando na escuridão, consumidos pelo nada e sem uma hipótese ou chance restante nas mangas quando do meio do infinito de estrelas uma de suas luzes ganha força, como se um planeta estivesse rasgando o céu voando em sua direção. No entanto, a luz que avançava como um tiro rumo a eles não pertencia a um planeta, e sim à cauda reluzente de uma libélula monstruosa – do tamanho de uma cidade – voando pelo Cosmos não para se alimentar de sua proteína (por mais faminta que estivesse) – mas pelas ordens de seu capitão. (Fonte: Skoob.com)

SOBRE O LIVRO

“Apenas uma barreira dimensional nos separa da maldade incessante, depravação maligna e coas alienígena da Zona Negra. A Zona Negra não é separada , como dois planetas diferentes. A Zona Negra co-existe no meso espaço que o nosso universo, no mesmo local, ao mesmo tempo.

Vou ser bem sincera com vocês que está sendo bem difícil fazer essa resenha. Motivo? Acho que preciso de um pouco mais de maturidade literária para ler uma obra como essa. Amo ficção científica, mas o que o FP Trotta propõe nessa série vai muito além dos conceitos que são normalmente trabalhados em livros desse gênero. Ele foge completamente do clichê, surpreendendo pela criatividade.

Estamos falando de um universo gigantesco, cheio de detalhes, criaturas, planetas e naves peculiares. São tantas informações, que acabei me confundindo um pouco e ficando um pouco perdida – na verdade, bem perdida. Porém, isso não é um ponto negativo. É algo bem pessoal mesmo. Por isso, pretendo reler a série inteira um dia.

Como estamos falando de um segundo volume de uma série, não posso contar muito sobre a história. Posso até dizer que tudo que você precisa saber está na sinopse do livro, mas, para aumentar a vontade de vocês de ler, vou fazer alguns comentários relacionados ao universo do livro como um todo, além de alguns detalhes narrativos e dos personagens.

Começando com o universo em que se passa a história. Somos apresentados ao conceito da Zona Negra e da Zona da Luz, que é definitivamente muito intrigante. Sabemos que estamos lidando com dimensões que co-existem. Isso abre espaço para algumas situações bem interessantes, onde os personagens se deparam com outros personagens que eles já haviam conhecido, mas que na verdade não eram aqueles que eles haviam conhecido.

Eu sei. Deu um nó na cabeça, mas podemos explicar de uma maneira bem pobre – por que o conceito apresentado no livro é bem mais rico – que estamos lidando com clones.

“– A Zona Escura não co-existe como duas bolhas separadas junto da Zona da Luz. – falou Stanley. – Elas existem no mesmo espaço, no mesmo tempo. Não são separadas.

Além dessa temática que é abordada durante praticamente todo o livro, conhecemos algumas raças bem diferentes, e conceitos de naves completamente diferentes, como a Lexx – que é um inseto biomecânico vivo. Sim… a nave é um ser.

“O inseto biomecânico geneticamente modificado ainda estava na infância […] Coberta por uma pele azul aveludada podiam notar a vivacidade do inseto através da pele azul, como se centenas de pérolas pulsassem seguindo um ritmo cardíaco ou respiratório em um organismo que não respirava nem possuía coração. No centro da ponte de controle, o músculo central da Lexx descia como uma coluna magistral, dando espaço para seu capitão.

Esse livro também é cheio de boas vindas, e despedidas. Além de conhecermos novos personagens, vemos novamente a nossa personagem principal, Amanda, que já não é mais o centro da história, como no primeiro livro. A história está mais focada no universo em que está ambientada, e não tanto na personagem. Nossa amada heroína passa bons momentos tentando, junto com o leitor, entender como tudo aquilo é possível e o que está realmente acontecendo.

“É de conhecimento geral através da galáxia, que na maioria, mas não em todo sistema solar que contém vida que seus planetas tem exata-mente em seu lado oposto, impossível de ser visto de sua órbita natural, o que é conhecido como seu pós-vida.

Algo que gostaria de chamar a atenção com respeito a narrativa desse livro, é o fato dele começar dando uma ideia inicial da mitologia daquele universo. Parece, no começo, que não tem ligação nenhuma com o primeiro livro, mas depois você entende que aquilo foi necessário para que o leitor entenda o que está se passando no universo – desde a Guerra Insectóide e os conceitos de Zona Negra e Zona da Luz.

Interdimensional sem sombra de dúvidas não é um livro para qualquer pessoa. Nele você vai encontrar conceitos que não são normalmente explorados na ficção científica, conseguindo até andar um pouco do lado da fantasia. Tem um universo gigantesco, digno de uma boa partida de RPG.

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