Interdimensional do FP Trotta | RESENHA

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Posso dizer que uma das coisas mais satisfatórias em ter um blog literário é ver novos autores surgindo, e você fazendo parte, de alguma forma, da carreira deles. Lembro quando recebi o e-mail do Franco propondo uma parceria para o Intergaláctica, primeiro livro da série, e da minha reação, mega feliz por estar iniciando mais uma parceria.

E agora, ai está o segundo volume dessa série que a cada dia que passa ganha mais fãs. Imaginem então a minha reação quando vi o meu nome nos agradecimentos do livro?! ❤

Resenha feita em PARCERIA com o autor F P Trotta.

FICHA TÉCNICA

Obra: Interdimensional (Intergaláctica #2)

Autor: FP Trotta N° de páginas: 234
Editora: FP Trotta ISBN: ISBN: B06W2J1RJS

Sinopse: Depois de escaparem da Ascensão, Amanda, Lina, Stryker, Ripley e Kai são fugitivos procurados pela galáxia, morando escondidos na fortaleza invisível da Belladonna e a descoberta de como planetas do Tipo 13 ascendem de nível no cosmos tem consequências imediatas entre as relações da nave. O grupo relutantemente decide então retornar à Terra o mais rápido possível em uma tentativa de prevenir o planeta contra uma iminente vingança de Nitro contra Amanda, mas são surpreendidos ao encontrar apenas destroços aonde nosso planeta existia e serem jogados para fora da Belladonna no vácuo do espaço por um grupo desconhecido, que saqueia a nave e os abandona pra morrer. Protegidos apenas pelos seus trajes espaciais – com uma quantidade limitada de oxigênio racionando cada respiro o grupo se encontra flutuando na escuridão, consumidos pelo nada e sem uma hipótese ou chance restante nas mangas quando do meio do infinito de estrelas uma de suas luzes ganha força, como se um planeta estivesse rasgando o céu voando em sua direção. No entanto, a luz que avançava como um tiro rumo a eles não pertencia a um planeta, e sim à cauda reluzente de uma libélula monstruosa – do tamanho de uma cidade – voando pelo Cosmos não para se alimentar de sua proteína (por mais faminta que estivesse) – mas pelas ordens de seu capitão. (Fonte: Skoob.com)

SOBRE O LIVRO

“Apenas uma barreira dimensional nos separa da maldade incessante, depravação maligna e coas alienígena da Zona Negra. A Zona Negra não é separada , como dois planetas diferentes. A Zona Negra co-existe no meso espaço que o nosso universo, no mesmo local, ao mesmo tempo.

Vou ser bem sincera com vocês que está sendo bem difícil fazer essa resenha. Motivo? Acho que preciso de um pouco mais de maturidade literária para ler uma obra como essa. Amo ficção científica, mas o que o FP Trotta propõe nessa série vai muito além dos conceitos que são normalmente trabalhados em livros desse gênero. Ele foge completamente do clichê, surpreendendo pela criatividade.

Estamos falando de um universo gigantesco, cheio de detalhes, criaturas, planetas e naves peculiares. São tantas informações, que acabei me confundindo um pouco e ficando um pouco perdida – na verdade, bem perdida. Porém, isso não é um ponto negativo. É algo bem pessoal mesmo. Por isso, pretendo reler a série inteira um dia.

Como estamos falando de um segundo volume de uma série, não posso contar muito sobre a história. Posso até dizer que tudo que você precisa saber está na sinopse do livro, mas, para aumentar a vontade de vocês de ler, vou fazer alguns comentários relacionados ao universo do livro como um todo, além de alguns detalhes narrativos e dos personagens.

Começando com o universo em que se passa a história. Somos apresentados ao conceito da Zona Negra e da Zona da Luz, que é definitivamente muito intrigante. Sabemos que estamos lidando com dimensões que co-existem. Isso abre espaço para algumas situações bem interessantes, onde os personagens se deparam com outros personagens que eles já haviam conhecido, mas que na verdade não eram aqueles que eles haviam conhecido.

Eu sei. Deu um nó na cabeça, mas podemos explicar de uma maneira bem pobre – por que o conceito apresentado no livro é bem mais rico – que estamos lidando com clones.

“– A Zona Escura não co-existe como duas bolhas separadas junto da Zona da Luz. – falou Stanley. – Elas existem no mesmo espaço, no mesmo tempo. Não são separadas.

Além dessa temática que é abordada durante praticamente todo o livro, conhecemos algumas raças bem diferentes, e conceitos de naves completamente diferentes, como a Lexx – que é um inseto biomecânico vivo. Sim… a nave é um ser.

“O inseto biomecânico geneticamente modificado ainda estava na infância […] Coberta por uma pele azul aveludada podiam notar a vivacidade do inseto através da pele azul, como se centenas de pérolas pulsassem seguindo um ritmo cardíaco ou respiratório em um organismo que não respirava nem possuía coração. No centro da ponte de controle, o músculo central da Lexx descia como uma coluna magistral, dando espaço para seu capitão.

Esse livro também é cheio de boas vindas, e despedidas. Além de conhecermos novos personagens, vemos novamente a nossa personagem principal, Amanda, que já não é mais o centro da história, como no primeiro livro. A história está mais focada no universo em que está ambientada, e não tanto na personagem. Nossa amada heroína passa bons momentos tentando, junto com o leitor, entender como tudo aquilo é possível e o que está realmente acontecendo.

“É de conhecimento geral através da galáxia, que na maioria, mas não em todo sistema solar que contém vida que seus planetas tem exata-mente em seu lado oposto, impossível de ser visto de sua órbita natural, o que é conhecido como seu pós-vida.

Algo que gostaria de chamar a atenção com respeito a narrativa desse livro, é o fato dele começar dando uma ideia inicial da mitologia daquele universo. Parece, no começo, que não tem ligação nenhuma com o primeiro livro, mas depois você entende que aquilo foi necessário para que o leitor entenda o que está se passando no universo – desde a Guerra Insectóide e os conceitos de Zona Negra e Zona da Luz.

Interdimensional sem sombra de dúvidas não é um livro para qualquer pessoa. Nele você vai encontrar conceitos que não são normalmente explorados na ficção científica, conseguindo até andar um pouco do lado da fantasia. Tem um universo gigantesco, digno de uma boa partida de RPG.

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Meu Coração e Outros Buracos Negros por Jasmine Warga| RESENHA

Talvez eu tenha chorado muito lendo esse livro.

Só talvez.

FICHA TÉCNICA

Obra: Meu Coração e Outros Buracos Negros (My Heart & Other Black Holes)

Autora: Jasmine Warga N° de páginas: 312
Editora: Rocco Jovens Leitores ISBN: ISBN-13: 9788579802683

Sinopse: Um tema amargo, mas necessário. Em Meu coração e outros buracos negros, a estreante Jasmine Warga apresenta aos leitores um romance adolescente que aborda, de forma aberta, honesta e emocionante, o suicídio. Aysel, a protagonista, enfrenta problemas com a família e os colegas de escola, como tantos jovens por aí, e, aos 16 anos, planeja acabar com a própria vida. Mas quando ela conhece Roman num site de suicídio, em busca de um cúmplice que a ajude a planejar a própria morte, num pacto desesperado, a vida dos dois literalmente vira de cabeça para baixo. Aos poucos, Aysel percebe que seu coração ainda é capaz de bater alegremente. E ela precisará lutar por sua vida, pela vida de Roman e pelo amor que os une, antes que seja tarde. (Fonte: Skoob.com)

SOBRE O LIVRO

“Passo muito tempo imaginando como seria morrer. Que barulho faz morrer. Se vou explodir como aquelas notas, soltar meus últimos gritos de dor e então ficar em silêncio para sempre. Ou talvez vou me transformar em uma estática sombria quase imperceptível, que só se ouve com muita atenção.

Felizmente, o tema do suicídio tem sido algo cada vez mais comum na literatura – o sucesso de 13 Reasons Why não nos deixa mentir. E por gostar muito de livros que tratam de temas como esse – não apenas o suicídio, mas toda a imensa gama de assuntos que a psicologia abrange – Meu Coração e Outros Buracos Negros estava na minha wishlist de livros para ler esse ano.

Nessa obra emocionante, Jasmine nos apresenta Aysel – uma garota muito inteligente de 16 anos, que após uma tragédia familiar, passa seus dias planejando sua própria morte. Conhecemos também o ambiente que nossa personagem tem de enfrentar todos os dias, com um pai preso por ter cometido um crime horrendo, Aysel tem de suportar comentários indesejados das pessoas na escola, no trabalho, e em qualquer lugar que ela vá – e fazer tudo isso sozinha. Sua mãe, que deveria ajuda-la, não sabe lidar com o fato.

Assim, por mais que Aysel tenha certeza que a melhor solução seja tirar sua própria vida, ela não sabe se consegue fazer isso sozinha. Em busca de ajuda, Aysel acha um site chamado Passagens Tranquilas, que reuni uma comunidade de pessoas que desejam se matar. É nesse site que Aysel encontra seu parceiro da morte, Roman. O adolescente de 17 anos, que também é assombrado por uma tragédia familiar, está decidido a tirar sua vida, e agora, ele pretende fazer isso junto a Aysel.

Apresentada a trama inicial do livro, alguns apontamentos devem ser feitos. A história toda é muito angustiante, por que cada capítulo contém uma contagem regressiva da data escolhida por Roman para o suicídio. E logicamente, a cada capítulo que passa nós conhecemos mais de cada personagem e nos sentimos cada vez mais apegados a eles. Assim, a cada dia que passa e a iminente morte está mais perto, você fica mais angustiado, querendo mudar o que parece já estar decidido a acontecer.

“O problema do suicídio, que a maioria das pessoas não percebe, é ser algo realmente difícil de concretizar. Eu sei, eu sei. As pessoas sempre ficam de mimimi dizendo que “o suicídio é uma saída covarde”. E acho que é mesmo… quer dizer, estou desistindo, me rendendo. Fugindo do buraco negro que é meu futuro, me impedindo de crescer e virar a pessoa que tenho pavor de me tornar. Mas o fato de ser uma saída covarde não garante que vá ser fácil.

“Às vezes, imagino que meu coração é como um buraco negro – tão denso que não há espaço para a luz, mas isso não significa que não possa me sugar para dentro dele.”

Além disso, a forma como a relação entre Aysel e Roman é construída é muito interessante. Os dois estavam quebrados e afastados de todos ao seu redor. Ninguém realmente os conhecida. Ninguém realmente sabia o que se passava com eles, e por isso, na cabeça deles, a única solução era tirar a própria vida. Porém, quando os dois criam uma brecha para que alguém se aproxime, mesmo que seja uma pessoa que tem o mesmo objetivo que eles de tirar a própria vida, isso já é o suficiente para que algumas decisões comecem a ser repensadas. Já é o suficiente para que uma das partes comece a ver que talvez a morte não seja a única solução. É com essa relação construída, que Aysel começa a se questionar o que deve fazer : ir em frente, ou tentar salvar ela e Roman?

“– Então, vamos passear no parquinho? – Uso as palavras que ele usou antes. “Passear” soa muito menos mórbido que: “Onde vamos planejar nossa morte conjunta?”

O livro, além de contar com uma descrição fantástica dos sentimentos de Aysel, os comparando a buracos negros, também conta com várias analogias as leis da física, como a Teoria da Relatividade de Einstein. E não, não se preocupe, esse não é um livro maçante, cheio de comparações difíceis de se compreender. As analogias são feitas de forma equilibrada, e até mesmo poética.

“– Tenho pensado muito na energia do universo. Se a energia não pode ser criada ou destruída, apenas transferida, o que acha que acontece com a energia das pessoas quando morrem?

 

“E o tempo não é constante. Ao menos não o conceito humano de tempo. Einstein teorizou que, quanto mais rápido nos movemos, mais devagar achamos que o tempo se move. De qualquer forma, os relógios ainda vão continuar a andar na mesma velocidade, mas tudo isso depende da percepção do observador.

[…]

– Ponha a mão em um forno quente, e vai parecer uma hora. Sente-se com uma garota bonita por uma hora, e vai parecer um minuto. Isso é relatividade.

Meu Coração e Outros Buracos Negros é um livro que todo mundo deveria dar uma chance uma vez na vida, não só por tratar de um assunto tão delicado, mas por fazer isso de uma forma tão linda e tocante.

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Clube da Luta por Chuck Palahniuk | RESENHA

Então eu finalmente li o Clube da Luta.

FICHA TÉCNICA

Obra: Clube da Luta (Fight Club)

Autor: Chuck Palahniuk N° de páginas: 270
Editora: Leya ISBN: ISBN-13: 9788544103111

Sinopse: Considerado um clássico moderno desde sua publicação em 1996, o livro “Clube da Luta” consagrou Chuck Palahniuk como um dos mais importantes e criativos autores contemporâneos, além do próprio livro como um cânone da cultura pop. O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente. O livro foi filmado em 1999, pelo vencedor do Oscar de melhor diretor, David Fincher (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Rede Social), que conseguiu adaptar toda atmosfera do livro, o mundo caótico do personagem e o humor negro de Palahniuk em uma trama recebida com inúmeros elogios pela crítica e pelo público que conta com os atores Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter.  (Fonte: Skoob.com )

SOBRE O LIVRO

“ […] eu sei de tudo: a arma, a anarquia, a explosão, tudo isso tem que ver com Marla Singer.

Nesse clássico, que a cada dia que passa ganha mais fãs, conhecemos um personagem anônimo que trabalha no setor de recall em uma empresa de automóveis e luta contra sua constante insônia – aparentemente agravada pelo jet lag sofrido toda vez que precisa viajar a trabalho.

Após recorrer a ajuda profissional, e receber em troca um comentário exasperado sobre o que é sofrimento de verdade, o protagonista visita um grupo de apoio e acaba encontrando o remédio para sua insônia ali.

E algo que começou com algumas visitas a um grupo de apoio, chorando no meio dos peitos de Bob, se tornou um vicio.

“ Os grandes braços de Bob se fecham em torno de mim, e eu fico espremido no escuro, entre suas novas tetas suadas, penduradas e enormes […]

O problema aparece quando conhecemos Marla Singer. O tratamento contra insônia do rapaz vai por água abaixo quando a mulher, que também é uma farsa, começa a visitar todos os grupos de apoio aonde ele encontra alívio suficiente para conseguir dormir pela noite. E por mais que ele também seja uma farsa, a presença de Marla o incomoda a ponto de conseguir tirar seu tão precioso sono. Ele não conseguia dormir com Marla indo aos grupos de apoio. Ele não conseguia chorar nos peitos de Bob. 

 

“ Cabelos curtos, pretos, desgrenhados, olhos redondos como num desenho animado japonês, cor de leite aguado, amarelada, um vestido estampado com rosas escuras, essa mulher também estava no meu grupo de apoio à tuberculose da sexta-feira à noite. Estava na minha mesa-redonda de melanoma de quarta à noite. Na segunda, estava no meu grupo de discussão sobre leucemia, os Firmes na Fé.

Mas Ysa, onde o famoso Tyler Durden entra nessa história?

Bem, como se não bastasse alguém está tentando tirar seu remédio contra a insônia, o lugar onde nosso narrador mora acaba indo pros ares após uma explosão, o deixando sem nada. Assim, ele acaba indo morar com um homem misterioso que conheceu durante uma viajem : Tyler Durden.

 

“ Seu nome era Tyler Durden, era projetista de filmes do sindicato, deu seu telefone. Foi assim que nos conhecemos.

De cara, temos a impressão que será apenas uma amizade de um cara mais certinho com alguém que é totalmente seu oposto, porém, a situação vai muito além disso. A peculiaridade da amizade começa quando Tyler pede para que seu amigo soque seu rosto. Sim, o acerte com um murro. Segundo Tyler, ele não queria morrer sem uma cicatriz.

Isso aconteceu uma, duas, três vezes… E se tornou a diversão das madrugadas do sábado para o domingo. Lutar. Sem um vencedor ou perdedor. Só lutar até não aguentar mais. E o que eram só dois caras lutando no meio da rua, passou a ser um grupo secreto em uma sala escondida de um bar, com regras que todo participante deveria seguir – inclusive, estou infringindo a primeira delas ao fazer essa resenha.

 

“ A primeira regra do Clube da Luta é: você não fala sobre o Clube da Luta.

A questão proposta pelo Clube da Luta não se resume a caras batendo uns nos outros. Vai muito além disso. A intenção do Clube da Luta era que as pessoas – que eram mecânicos, professores, chefes, médicos, durante o dia – batessem em seus problemas naquele momento. Elas eram outras pessoas naquele momento. E consequentemente, o Clube da Luta só existia naquela hora. A partir do momento que eles saiam dali, não se falava do Clube da Luta. Ele não existia.

A trama continua com a organização, que era apenas um pequeno grupo no começo, tomando proporções gigantescas, levando Tyler a se aproveitar dessa “fama” para espalhar seus ideais. O desenrolar da história é algo que espero que cada um que leia essa resenha tenha vontade suficiente de descobrir por meio da leitura do livro – mais do que recomendada.

A narrativa cortada do Chuck muitas vezes me deixou meio perdida, porém, o plot do livro acaba explicando tudo – a forma como ele narra, o ritmo do livro, todo o clima e ambiente criado. Simplesmente fantástico.

E para quem não se convenceu a começar a ler, acredite quando eu digo que o livro vai muito além de caras chegando ao trabalho com boca sangrando e sem um dente. Ele surpreende em sua excelência, conseguindo esconder muito bem o desfecho da história, que é impressionante.

OBS: Vai sair um vídeo pequeno, sem explicação, sem nada, só mostrando essas duas edições da Editora Leya – capa dura e ed. colecionador. 

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Fragmentados por Neal Shusterman| RESENHA

Esse é um daqueles livros que eu não faço ideia de como começar a resenha.

FICHA TÉCNICA

Obra: Fragmentados (Unwind #1)

Autor: Neal Shusterman N° de páginas: 320
Editora: Novo Conceito ISBN: ISBN-13: 9788581635194

Sinopse: Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria . Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos, desde as mãos até o coração, é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe. O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo. (Fonte: Skoob.com)

SOBRE O LIVRO

Já parou para pensar o quanto a sua vida vale? Com uma narrativa angustiante, Fragmentados consegue plantar essa questão de uma forma muito inteligente.

Nessa história, que em busca de um fim a Segunda Guerra Civil – conhecida como Guerra de Heartland – uma lei que permitia a fragmentação de jovens entre 13 e 18 anos foi aprovada. A aprovação da Lei da Vida deu-se por conseguir satisfazer os dois lados do conflito – Pró-Vida e Pró-Escolha.

Sendo mais específica, a Lei declara que : desde a concepção até completar 13 anos, a criança não pode ser tocada; porém, após essa idade até completar 18 anos, os pais tem total liberdade de assinar um termo que permite a fragmentação do jovem. Segundo a mentalidade criada na sociedade, a criança não morre, já que terá suas partes usadas em outras pessoas, para fins melhores.

“- Eu nunca seria grande coisa mesmo – continua Samson – , mas agora, falando estatísticamente, há uma chance maior de que alguma parte minha alcance a grandeza em algum lugar do mundo. Eu prefiro ser parcialmente grande a ser completamente imprestável.

Após esse conceito introdutório ser apresentado, conhecemos o trio de fragmentados que levará a trama. O primeiro deles é Connor (16 anos) – que mesmo sendo um garoto um tanto quanto problemático, fica surpreendido ao descobrir que seus pais assinaram uma autorização para que ele seja Fragmentado. Do outro lado temos Risa (15 anos), uma Tutelada do Estado, que mesmo possuindo um talento inigualável para a música, recebe a notícia que logo será Fragmentada. E por fim temos Lev (13 anos) – que é sem dúvida o personagem com a história mais interessante de ser analisada. Diferente dos outros dois personagens citados, Lev sempre soube que seria fragmentado. Acreditando piamente que seu destino é o mais honrado – sendo o 10° filho de uma família religiosa – o garoto é muito feliz por ser considerado o verdadeiro dizimo.

“Ele foi um “verdadeiro dízimo.” Com cinco irmãos naturais, mais um adotado, e três que chegaram “pela cegonha”, Lev foi exatamente a décima parte. Seus pais sempre lhe disseram que isso o tornava ainda mais especial.

A vida desses três acaba se encontrando quando um deles tenta fugir da Fragmentação, levando os outros dois juntos – mesmo que um deles não queira ir por considerar que seu destino deve ser aquele. A partir desse momento, somos apresentados a uma história cheia de questionamentos sobre o que é realmente estar vivo e o quanto a sua vida vale para você. O questionamento é feito de forma equilibrada, sem tornar a trama cansativa e maçante – sem tirar também o clima de ação e suspense da história.

Pessoalmente, o que me deixou mais impressionada com toda a trama, é o fato da Fragmentação ser considerado algo normal, e a vida ter um valor muito… ridículo, diria. Por isso, diria que um dos capítulos que mais choca o leitor é aquele que descreve como a fragmentação é feita, deixando bem claro como a sociedade em questão vê tudo aquilo como algo simples e comum. Como algo bom.

Até mesmo a descrição das instalações onde a fragmentação é feita – como se fosse um resort para descansar – e a tranquilidade como aqueles que cuidam da fragmentação tratam do assunto com o fragmentado, consegue trazer esse clima pesado pra gente – e normal para os personagens. Além disso, Neil nos apresenta outras leis, como a lei que deu origem as crianças levadas pela cegonha. A lei declara que se uma mãe não quer criar seu bebê, ela pode deixá-lo em uma porta qualquer, e a pessoa que mora ali terá a obrigação de criar a criança, se a mãe biológica não for pega durante o ato.

“ […] as instalações são dignas de um resort, cheias de tons de pastel e tão pouco vermelho quanto possível, já que o vermelho é psicologicamente associado à raiva, à agressão e, não por coincidência, ao sangue. 

Sobre a narrativa em si, posso dizer que Neal Shusterman não só foi muito feliz na criação dessa história, como na forma como ele nos contou ela. Os personagens secundários completam perfeitamente a história, dando um gostinho a mais para um narrativa que já é muito saborosa. Sem sombra de dúvidas, uma obra prima do autor.

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Os 13 Porquês por Jay Asher | RESENHA

Em meados de 2013, vi em uma livraria uma capa com uma fita cassete estampada e com o título escrito de uma forma que parecia ter sido feito a mão. Eu queria o livro, mas acabei não comprando.  Desde esse dia, eu protelo para começar a ler Os 13 Porquês. Sem nenhum motivo aparente. Na verdade, muito me estranha, já que o tema me interessa muito.

Enfim… Quatro anos depois estou eu aqui, para dizer que enfim eu li Os 13 Porquês, e me arrependo muito de não ter feito isso antes.

FICHA TÉCNICA

Obra: Os Treze Porquês (Thirteen Reasons Why)

Autor: Jay Asher N° de páginas: 256
Editora: Ática ISBN: ISBN-13: 9788508126651

Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma colega de classe e antiga paquera, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento. (Fonte: Skoob.com.br)

SOBRE O LIVRO

“- Preciso que a coisa pare.

– O que precisa parar?

– Preciso que tudo pare. As pessoas. A vida.”

Imagine chegar em casa um dia, e ao abrir uma correspondência destinada a você, encontrar mensagens de uma garota que está morta? É isso que Clay e outras 11 pessoas irão passar.

Ao chegar da escola, Clay – nosso co-narrador personagem encontra uma caixa de sapatos com 7 fitas cassete. Ao dar o play na primeira fita, Clay ouve uma voz que tinha certeza que nunca mais ouviria de novo. As fitas cassete pertencem a Hannah Baker, e irão contar a verdade sobre sua morte.

A partir desse momento, Clay e todos aqueles que recebem a caixa se deparam com algumas regras que irão conduzir esse “jogo”:

  • Escute a história e passe para a pessoa seguinte. Se você for o treze… Bem, pode levar as fitas junto com você para o inferno, como diria Hannah;
  • Se por infortúnio você não quiser passar pra frente e tentar acabar com tudo, algo pior irá acontecer. A verdade virá a tona para todos, o que é muito pior.

O fato é : se você recebeu as fitas, está de alguma forma ligado a morte dela. Você é um dos 13 porquês.

“Vocês não sabem o que estava passando no resto da minha vida. Em casa. Nem mesmo na escola. Não sabem o que se passa na vida de ninguém, a não ser a de vocês. E quando estragam alguma parte da vida de uma pessoa, não estão estragando apenas aquela parte. Infelizmente, não dá para ser tão preciso ou seletivo. Quando você estraga uma parte da vida de alguém, você estraga a vida inteira da pessoa. Tudo… é afetado.

Um dos pontos interessantes é o fato do motivo da morte não ser apenas um motivo. Podemos, antes de ler o livro, ter a concepção errada de que bastou uma coisinha para ela tirar a própria vida. Mas, a forma como a história é contada através das fitas, nos dá a ideia da bola de neve: tudo começou com algo que poderia parecer inofensivo, mas que foi puxando outras coisas ao redor, se tornando um problema cada vez maior.

O que faz deste livro tão especial? Nós temos um assunto muito delicado sendo tratado em um livro para adolescentes, da forma mais envolvente e emocionante que alguém poderia fazer. Jay Asher conseguiu fazer com que as pessoas parassem e percebessem que, as vezes, nós acabamos sendo um dos porquês sem perceber. As vezes, até mesmo sem querer.

A história é contada por meio de Hannah – as fitas – e Clay. É esse aspecto que torna a história, em muitos momentos, agoniante. Você vê a verdade sendo contada para o Clay, mas não adianta mais. Não adianta que ele diga que odeia ela por ter tomado essa decisão. Não adianta ele dizer que estava sempre lá, por ela. Não adianta ele chorar por ela nunca ter contado o que estava acontecendo. Não adianta mais…

Além disso, o artifício de fazer com que as duas narrações estejam acontecendo no mesmo momento, não em capítulos diferentes, mas na mesma hora – em uma frase temos a Hannah falando e na seguinte já temos o pensamento do Clay daquele momento – faz com que nós consigamos sentir toda a agonia e sofrimento do personagem. Esse aspecto da narrativa realmente me ganhou.

Os 13 Porquês é um livro maravilhoso, que merece ser lido por todos. 

E se você conheceu a história por meio da série, dê uma chance ao livro. Você vai amar. As duas mídias são muito boas, mas eu acho que todo mundo que curtiu a história deveria ter a experiencia que o livro dá.

Por fim, lembre-se sempre disso: não seja um porque.

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Peter Pan por J. M. Barrie | RESENHA

FICHA TÉCNICA

Obra: Peter Pan

Autor: J. M. Barrie N° de páginas: 253
Editora: Zahar ISBN: ISBN-13: 9788537811535

Sinopse: Um dos mais populares clássicos infantis, Peter Pan é uma história que, como Alice no País das Maravilhas, une gerações, contagiando também adultos com sua energia, imaginação e um enredo que permite diversos níveis de interpretação. Essa tradução do texto integral da obra de J.M. Barrie transporta crianças e adultos para um mundo mágico, povoado pela família Darling e pelos habitantes da Terra do Nunca – Peter Pan, os meninos perdidos, Sininho, o Capitão Gancho e seus piratas… (Fonte: Zahar.com.br)

SOBRE O LIVRO

“Peter Pan é um garoto que não quer crescer, não quer se ‘tornar um homem’, porque correria o risco de ficar patético como os demais personagens masculinos da história, que são todos ridicularizados, desvalorizados, diminuídos. Gancho tem medo de sangue e se preocupa com os bons modos; Jorge Darling se preocupa com o que os vizinhos pensam dele, é um homem bobo, orgulhoso, inseguro.”

Se você é um amante dos filmes da Disney desde criança, sem dúvida conheceu essa história fascinante por meio das adaptações feitas pela empresa. Peter Pan, o menino que não queria crescer.

Se você nunca experimentou entrar nesse universo fantástico por outro meio que não o cinema, posso dizer com todas as letras que não vai se arrepender se der uma chance ao livro. Quando começamos a ler a obra de J. M. Barrie, somos transportados para a casa dos Darling, na Inglaterra. Inicialmente, somos apresentados ao Sr.Darling, um homem metódico, que está sempre preocupado com as finanças da família, e que se irrita muito facilmente – basta que o nó de sua gravata não esteja colaborando com ele. Logo, vemos o sua outra metade, completamente diferente dele : uma moça linda, encantadora, que todos dariam tudo para ganhar seu beijo. Cuidadosa e carinhosa, essa é a Sra. Darling. A junção dessas duas diferentes personalidades trouxe ao mundo três crianças maravilhosas: Wendy, João e Miguel. A família mais feliz da Inglaterra, tem como babá um cadela, a Naná – que é, sem sombra de dúvidas, a melhor babá que alguém poderia ter.

A narrativa não demora muito, até que sejamos apresentados a Peter Pan. O menino, que inicialmente, para a Sra. Darling, era apenas uma criação da cabeça das crianças, era um grande apreciador das histórias que a mãe de Wendy contava todas as noites para os filhos. Uma certa noite, em busca de saber o que aconteceu na história da Cinderela, Peter volta a casa dos Darling e  em uma tentativa de fugir rapidamente, acaba tendo sua sombra presa na janela.

O menino, que queria sua sombra de volta, retorna a casa dos Darling em uma noite em que Naná foi presa no quintal, e o Sr. e a Sra.Darling saíram para um festa. Ao entrar na casa, Peter acaba conhecendo Wendy, João e Miguel, e os levando para a Terra do Nunca. Daí pra frente, é uma aventura que espero que cada um de vocês dê uma chance para conhecer.

“Porque não somos mais alegres, inocentes e desalmados. Só quem é alegre, inocente e desalmado consegue voar.”

O que chama atenção no livro, e faz com que ele seja uma volta a infância, é não só a história, mas também a forma como ela é contada. A narrativa nos dá a sensação de está sendo feita por alguém que cresceu, mas não deixou de ser criança. Como assim? Quando somos apresentados ao beijo, ele não tem uma descrição completamente concreta : podendo ser um botão ou um dedal. Isso demonstra muito da inocência que as crianças tem.

Uma das partes mais mágicas é quando somos apresentados a Terra do Nunca, OPS…. As Terras do Nunca. Para o narrador, todos nós temos uma Terra do Nunca, que vamos quando estamos dormindo.

“É Claro que as Terras do nunca variam muito. A de João, por exemplo, tinha uma lagoa com flamingos voando em cima, nos quais ele atirava. Já a de Miguel, que era muito pequeno, tinha um flamingo com lagoas voando em cima.”

“De todas as ilhas deliciosas que existem, a Terra do Nunca é a mais aconchegante e compacta; não é grande e espalhada, sabe? Com aquelas distâncias chatas entre uma aventura e outra. É bem apertadinha. Quando você brinca nela durante o dia, usando cadeiras e a toalha de mesa, ela não é nem um pouco assustadora. Mas, nos dois minutos antes de você ir dormir, ela fica quase, quase real. É por isso que a gente sempre deixa uma luzinha acesa no quarto durante a noite.”

Outro aspecto que chama atenção, é o fato de todos os personagens serem muito bem trabalhados e construídos. Isso torna a história muito real para o leitor. Uma história de poucas páginas, mas que esconde um universo enorme e maravilhoso, descoberto quando abrimos o livro.

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Eu Fico Loko 3 de Christian Figueiredo de Caldas | RESENHA

E ai, meus lokões e lokonas deste Brasil? Tudo bem com vocês?! Hmm?! 

ESTE LIVRO ESTÁ SENDO RESENHADO EM PARCERIA COM A EDITORA NOVO CONCEITO.

FICHA TÉCNICA

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Autor: Christian Figueiredo de Caldas

Editora: Novo Conceito

Nº páginas: 160

ISBN: ISBN-13: 9788581636399 ISBN-10: 858163639X

Sinopse: Meus lokões e lokonas, este livro foi escrito especialmente para vocês! Vocês já conhecem bastante da minha trajetória. Todas as aventuras que relatei no primeiro livro, e boa parte da minha adolescência no segundo. Então, o que faltava? Contar os segredos dos bastidores! E muito mais do que isso, um livro feito sobre os meus fãs! Mas eu também tenho os meus ídolos e foi muita sorte conhecê-los. Cada um desses encontros foi um grande acontecimento em minha vida, e guardei alguns deles para vocês aqui. Neste livro, eu conto sobre algumas das minhas viagens, os meus projetos para a televisão, a insegurança de pisar num palco de teatro, um episódio muito louco no hotel, a gravação do meu primeiro filme… Enfim, tudo reunido em páginas que vão mostrar que a vida de um influenciador digital pode ser mais emocionante do que vocês imaginam. (Editora Novo Conceito)

COMENTÁRIO

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Com mais de 6 milhões de inscritos em seu canal, o lokão mais amado desse Brasil, vem conquistando mais pessoas a cada dia que passa nesse internet de meu Deus. O garoto que saiu ‘da casa da mãe com um objetivo (mas sem dinheiro do bolso) e que assumiu o aluguel de um apartamento, parcelou todos os móveis da casa e falou “Vai dar certo, o sonho vai virar realidade!”‘ (pág.9) está indo para as telinhas do cinema no dia 12 de janeiro, com seu primeiro filme : Eu Fico Loko, a história do loser que virou fenômeno.

Por meio de uma linguagem simples e divertida, Christian Figueiredo conta um pouco mais sobre a sua trajetória. Com um livro focado mais no fãs, Chris relata algumas situações bem divertidas com os fãs, como a menina que já tinha mais de 12 autógrafos no mesmo livro, e outras situações nem tão boas assim, como a mocinha que estava passando mal por que acreditava que não poder ver o Chris.

Além disso, o youtuber nos conta coisas um pouco mais pessoais, como a sua chegada e infância na família, pela visão da sua irmã mais velha, e o dia em que o piloto do avião falou pra ele depois de um voo turbulento “E, sim, Christian Figueiredo… o comandante aqui é ‘profissa’!” (essa história é uma das mais legais do livro).

Cheio de fotos e ilustrações, o livro conta também com relatos sobre sua primeira vez na televisão, como foi sua viagem para NY, onde conheceu vários youtubers que ele admira e a sua história com teatro e cinema. Sem sombra de dúvidas, um ótimo presente para quem é fã do youtuber!

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