Riverdale | YSA RECOMENDA

Uma verdade que ninguém pode negar é que temos uma boa quantidade de séries de suspense e investigação que seguem a mesma receita de bolo : temos um grupo de adolescentes, onde um deles morre, e a trama da série se passa toda em cima de quem é o assassino;  e enquanto as investigações são feitas, segredos obscuros da pequena cidade são descobertos, onde todos acabam descobrindo que o pequeno povoado não é tão perfeito quanto parece.

PLL e Scream são os melhores exemplos disso. Porém, o fato de seguir a mesma lógica não quer dizer que seja ruim. E uma prova disso é a nova série da CW, que está fazendo um mega sucesso.

Riverdale é baseada na série de HQs americana do Archie, que está sendo publicada a mais de 75 anos. A série, que conta com um clima de suspense do começo ao fim de cada episódio, irá apresentar o mistério do desaparecimento de um dos gêmeos Blossom.

Após um passeio de barco com sua irmã, Cheryl Blossom, o menino de ouro, Jason Blossom, desaparece. No desenrolar da trama, enquanto procuramos descobrir por que Jason desapareceu, conhecemos Archie, Veronica, Betty e Jughead, que irão formar o nosso grupinho principal da série – aquele que vai tentar descobrir o que realmente aconteceu com o gêmeo Blossom.

“Um novo ano escolar começa, a cidade de Riverdale está se recuperando da recente morte trágica do menino de ouro do ensino médio Jason Blossom – e nada parece o mesmo… Archie Andrews (KJ Apa) ainda é o típico adolescente americano, mas os eventos do verão o fazem perceber que ele que seguir uma carreira na música – e não os passos de seu pai – apesar do fim repentino de sua relação proibida com a jovem professora de música, Senhorita Grundy (Sarah Habel).

O que significa que Archie não tem ninguém para orientá-lo – certamente não a cantora Josie McCoy (Ashleigh Murray), que só está focada em sua banda, a em breve famosa Pussycats. Tudo pesando na mente de Archie – assim como a sua amizade fraturada com o colega de classe e escritor Jughead Jones (Cole Sprouse). Enquanto isso, a vizinha Betty Cooper (Lili Reinhart) está ansiosa para ver sua paixão, Archie, depois de estar longe durante todo o verão, todavia, ela não está completamente pronta para revelar seus verdadeiros sentimentos para ele. E os nervos de Betty – que dificilmente são suavizados por sua mãe dominadora Alice (Mädchen Amick) não são a única coisa a impedindo.

Quando a aluna nova, Veronica Lodge (Camila Mendes), chega à cidade de New York com sua mãe Hermione (Marisol Nichols), há uma faísca inegável entre ela e Archie, mesmo que Veronica não queira arriscar sua nova amizade com Betty se envolvendo com Archie. E depois há Cheryl Blossom (Madelaine Petsch)… A rainha de Riverdale está feliz para provocar problemas entre Archie, Betty e Veronica, mas Cheryl está guardando segredos. O que exatamente ela está escondendo sobra a misteriosa morte de seu irmão gêmeo, Jason? Riverdale pode parecer uma cidade tranquila, pacata, mas há perigos nas sombras…” – Riverdale Brasil

A série se destaca não só por ter uma excelente fotografia, mas também por alguns detalhes da trama. Com o passar dos episódios, começamos a ver que tudo está interligado. Toda linha que a série segue está sendo fechada muito bem, faltando poucas pontas soltas para serem amarradas.

A série consegue criar muito bem o clima de suspense e mistério que ela propôs. No começo, parece que o mistério a ser resolvido é muito simples – o que aconteceu com Jason – porém, com o passar da história, somos apresentados a novos mistérios e como a situação é bem pior do que parece. Isso dá a série um peso muito bom.

A única questão que me deixa um pouco preocupada é o enfoque que muitas vezes é dado ao relacionamento entre Archie, Betty e Veronica. Em alguns momentos, isso consegue ser trabalhado de forma equilibrada na série – como um detalhe a mais para a história. O problema começa quando isso se torna o ponto principal de tudo. Nos primeiros episódios, principalmente, vemos um foco muito grande nos relacionamentos do Archie, algo que não acrescenta muito a todo o mistério criado até o momento. Enfim… Vamos torcer para que não se torne apenas uma série que mostra os conflitos de uma paixão adolescente.

Bem… Falando de forma geral, a série é muito boa, e surpreende pela qualidade. Eu deixo a minha recomendação aqui.

E se você acabou se interessando em assistir, ela está passando toda segunda, as 21:40 h na Warner Channel.

OBS: Imagens pertencem a Warner Channel.

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CCXP Tour 2017 – Primeira Comic Con no Nordeste | EVENTO

OBS: Antes de ler o post, gostaria apenas que você soubesse que: a opinião contida nesse post é minha. Não quer dizer que isso é a verdade absoluta. Cada um tem uma experiência com o evento. Então, sem mimimi.  

E aconteceu!

Lembro quando, em 2016, eu havia acabado de comprar meu ingresso pra CCXP e surgiu um boato de uma possível Comic Con no Nordeste, em Recife. Eu não conseguia acreditar! Dois anos antes, a primeira edição da CCXP havia acontecido, realizando o sonho de milhares de nerds de ter uma Comic Con no Brasil. Ir a uma Comic Con, antes disso, parecia um sonho quase impossível, mas hoje, eu tenho a alegria de lembrar que já fui a três CCXP’s. E melhor: uma CCXP à apenas duas horas de carro de casa.

Levando em conta que fui a CCXP de 2015 e 2016 em SP, vou fazer um pequeno review do que achei dessa CCXP. Falei com algumas pessoas no evento, que estavam indo a primeira vez, e tive reações bem positivas, em sua maioria. Porém, tive uma conversa com um rapaz, durante uma parada para um lanche, que me fez querer escrever esse post.

Quando comprei meu ingresso, fiquei com uma pergunta batendo na minha cabeça com respeito ao evento: seria um evento pra quem nunca teve a oportunidade de ir a uma Comic Con, levando em conta o gasto de sair do Nordeste e viajar para São Paulo? Ou seria mais uma Comic Con, como qualquer outra?

Por que fiquei com esse receio? Por que lembro muito bem a sensação maravilhosa que tive tanto em 2015 como em 2016 quando entrei no Centro de Convenções de São Paulo. Era um sonho se tornando realidade. Eu via estandes gigantescos, com esculturas perfeitas de personagens que eu amava. Como uma amiga me disse ao ver uma foto minha lá “Você está na sua própria Disney, né May?!

Eu queria ter essa sensação de novo… E bem, não foi bem assim. Senti que muita coisa que estava lá, estava em SP também. As novidades se resumiram muito as palestras do auditório, que deu um show de qualidade. Porém, os estandes, para quem esteve na CCXP de 2016, foram muito repetitivos. Era esse o meu medo, e foi exatamente isso que aconteceu.

Além disso, em questão de organização, senti uma queda com relação a segurança que tínhamos nas edições passadas. Por exemplo, nas edições as quais estive presente, ninguém entrava sem mostrar identidade e carteirinha de estudante – caso fosse meia entrada. No caso na CCXP Tour, eu e minha mãe, além de todas as pessoas que estavam perto de mim na fila, não tiveram suas credenciais conferidas com a identidade – nem na fila, nem na hora de entrar. “Mas May, por que comparar com as outras edições?” Por que é o mesmo evento, não é?

Resumo: O evento foi muito bom para quem foi pela primeira vez. Para quem está tendo uma segunda ou terceira experiência, deixou a desejar um pouco (na questão dos estandes).

Enfim, esses foram os pontos que me deixaram meio chateada com o evento. Porém, em questão de palestras e convidados, a CCXP Tour deu um show – teve até transmissão da Star Wars Celebration.

Tivemos a presença de atores de uma série que praticamente acabou de ir ao ar – 13 Reasons Why. Além da presença de Christian Navarro, Alisha Boe e Brandon Fly, tivemos a linda da Claudia Wells (De Volta para o Futuro), Carlos Villagrán (Quico <3), Richard Speight (Supernatural), Miguel Ángel (Sense 8), Kevin Sussman (The Big Bang Theory), Vaneza Oliveira e Rodolfo Valente (3%) e Finn Jones (Punho de Ferro).

A MSP também marcou presença, com a presença de Maurício de Souza e Sidney Gusman, além de alguns dos artistas que já fizeram trabalhos para a MSP, como o Vitor Cafaggi.  E não podemos deixar de falar dos youtubers, que estão sempre presentes. Vale ressaltar a presença do MRG – Affonso Solano, Diogo Braga e Beto Estrada – e dos Castros Brothers, que estiveram presentes nos quatro dias de evento.

A parte maravilhosa de tudo isso, é que o evento terminou com um saldo muito positivo. Isso ajuda a ter uma segunda edição no Nordeste, não é mesmo? ❤

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13 Reasons Why – A adaptação que completou a história original | LIVRO X SÉRIE

Eu sei, eu sei! Já é a terceira vez que falo sobre Os 13 Porquês nesse blog nas últimas duas semanas. Eu prometo que esse será o último post! 😀

Quando comecei a assistir a série, a ideia de escrever um post falando das diferenças entre livro e adaptação não saia da minha cabeça. Eu gostaria de falar como, pra mim, a série meio que conseguiu completar a história do livro.  Daí, para ajudar, um amigo meu me pediu para fazer exatamente isso. Então… aqui estou eu!

Ah… E antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que, eu sei que normalmente sou a chata que prefere o livro e fala “Não tinha isso” “Eles criaram isso“, mas existem algumas produções que conseguem fazer isso muito bem, e essa produção é um exemplo disso. Então sim : eu AMEI a adaptação.

OBS: VOCÊ ESTÁ ENTRANDO EM UMA ZONA DE SPOILER. LEIA POR SUA CONTA E RISCO. (Spoilers tanto do livro como da série)
  • O Clay não é tão lerdo no livro. Na série, devido ao background criado para a história, o pequeno Clay leva horas e horas de uma fita para a outra, quando no livro, ele ouve tudo em praticamente um noite.
  • No livro, a história se resume muito a relação Hannah/ Clay. Falei um pouco sobre isso na resenha que escrevi sobre ele. Quase não vemos os outros personagens – tirando o Tonny, que é meio que o Guardião das fitas. Por isso, esse efeito colateral, se assim podemos chamar, da decisão da Hannah sobre outros personagens – Justin, Jessica, Alex… – não é muito bem explanado no livro. Você se concentra muito no efeito que tudo está tendo sobre o Clay. Acho que foi nesse ponto que série ganhou meu coração. Foi muito interessante eles terem explorado o efeito de tudo que aconteceu nos outros personagens : como todos tentam calar a boca do Clay, como é pro Justin ter que contar sobre o caso de estupro para a Jessica, e assim por diante.

  • A relação entre a Hannah e o Clay, no livro, é muito… platônica, posso dizer. Temos a impressão de que ela sempre foi algo meio que inalcançável para ele, e ele tinha esse amor secreto por ela, sem nenhuma reciprocidade.  Ela era amiga dele e ponto. O único momento em que sentimos que algo pode rolar é quando eles se beijam na festa da Jéssica, mas até esse ponto tudo não passava de um amor secreto. Já na série, desde que os dois se conhecem, vemos que ela vai nutrindo aos poucos um sentimento por ele. É nesse ponto que vejo muito como, na série, ela é a única narradora, assim podemos conhecer bem o seu ponto de vista e sentimentos. Já no livro, o Clay acaba dividindo essa posição com ela.
  • No livro, quase não temos a participação dos pais da Hannah. Até certo ponto, podemos acreditar que eles não se importam nem um pouco com ela. Já na série, a relação é bem oposta. Por mais que, no fim das contas, elas acabaram meio que deixando os sinais passarem desapercebidos, eles amavam ela e se importavam com ela – uma relação que não é vista no livro.
  • O garoto morto no acidente causado por Sheri, no livro, é alguém desconhecido para Clay. No caso da série, o garoto morto acaba sendo um dos melhores amigos dele, o Jeff.
  • No livro, não temos nenhum sinal que Clay tivesse problemas psicológicos e precisasse de remédios. Já na série, o garoto já passou por tratamento e chega a ter visões em momento de muito stress. Além disso, a série aborda um lado mais rebelde do personagem – com sede de vingança pelo que aconteceu com Hannah. Ele chega a confrontar Bryce e gravar uma confissão do garoto, e nada disso acontece no livro.

  • Alex Standall não tenta suicídio.  Sim, o bebê de todo mundo que assiste essa série. O único que, mesmo fazendo besteira, eu não consegui odiar. Sim, nosso amado Alex não tenta suicídio no livro. Já na série, ele dá um tiro na própria cabeça e acaba em estado grave no hospital.

Além dessas diferenças maiores, temos algumas que podem ser consideradas apenas detalhes, como o fato de Sheri não receber esse nome no livro – seu nome é Jenny Kurtz. Além disso, a frase dita pelo grupo do Monet’s – formado por Hannah, Alex e Jessica – não é “FML” e sim “olly olly oxen free“, que foi traduzido para a edição brasileira como “Um, dois, três, podem sair da toca!“. E por fim, uma pequena mudança na ordem das fitas : no livro, Clay é o 9° e não o 11°. Por isso, a forma como acabamos sabendo dos fatos no livro, é totalmente cronológica, quando na série, os acontecimentos vem em um ordem reversa (os acontecimentos da festa da Jessica).

E aí? O que acharam dessas mudanças? Pessoalmente, acho que a série acabou completando o livro. Acho que por isso acabei gostando tanto. ❤

obs: As imagens desse post pertencem a Netflix.

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Psicologia na literatura | WISHLIST

A menos que você esteja em Marte nas últimas semanas, deve ter ouvido falar da nova série do momento, Thirteen Reasons Why (Os 13 Porquês), adaptação feita pela Netflix do livro de mesmo nome, escrito pelo americano Jay Asher (Leia nossa resenha).

A adaptação ganhou uma quantidade de fãs muito grande por tratar de temas como suicídio e bullying, conseguindo até mesmo encorajar algumas das pessoas que passam por esses problemas e pensam a respeito desse assunto, a procurar ajuda.

E, por mais que minha área acadêmica esteja bem longe da psicologia, eu sempre fui uma pessoa que gostou muito do assunto, principalmente quando ele é tratado em livros literários.

Por isso, resolvi mostrar pra vocês aqui a minha wishlist feita lá na Amazon, com livros que tratam sobre assuntos como bullying, pessoas com transtornos psicológicos… além de alguns livros que falam sobre algumas consequências mais sérias de alguns desses distúrbios – como crimes cometidos por pessoas com múltiplas personalidades. O que todos esses temas tem comum? Todos eles de alguma forma se encaixam na psicologia.

OBS: Poupei os livros se estivessem nessa lista seria automaticamente um spoiler.

So… Let’s go! 

Social Killers. Amigos Virtuais, Assassinos ReaisSerial Killers. Anatomia do Mal ● Arquivos Serial Killers. Made in Brasil ● Arquivos Serial Killers. Louco ou Cruel? ● A Lista Negra ● Misery ● Série do Dexter ( 6 livros : Link 1, Link 2, Link 3, Link 4, Link 5 e Link 6 ) ● Meu Coração e Outros Buracos Negros ● A Playlist de Hayden

Eu estou louca para ler esses livros. Coloquei sem ordem de preferência, afinal, quero todos.

Mas, e vocês? Já leram ou tem interesse em ler algum desses livros?

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Os 13 Porquês por Jay Asher | RESENHA

Em meados de 2013, vi em uma livraria uma capa com uma fita cassete estampada e com o título escrito de uma forma que parecia ter sido feito a mão. Eu queria o livro, mas acabei não comprando.  Desde esse dia, eu protelo para começar a ler Os 13 Porquês. Sem nenhum motivo aparente. Na verdade, muito me estranha, já que o tema me interessa muito.

Enfim… Quatro anos depois estou eu aqui, para dizer que enfim eu li Os 13 Porquês, e me arrependo muito de não ter feito isso antes.

FICHA TÉCNICA

Obra: Os Treze Porquês (Thirteen Reasons Why)

Autor: Jay Asher N° de páginas: 256
Editora: Ática ISBN: ISBN-13: 9788508126651

Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma colega de classe e antiga paquera, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento. (Fonte: Skoob.com.br)

SOBRE O LIVRO

“- Preciso que a coisa pare.

– O que precisa parar?

– Preciso que tudo pare. As pessoas. A vida.”

Imagine chegar em casa um dia, e ao abrir uma correspondência destinada a você, encontrar mensagens de uma garota que está morta? É isso que Clay e outras 11 pessoas irão passar.

Ao chegar da escola, Clay – nosso co-narrador personagem encontra uma caixa de sapatos com 7 fitas cassete. Ao dar o play na primeira fita, Clay ouve uma voz que tinha certeza que nunca mais ouviria de novo. As fitas cassete pertencem a Hannah Baker, e irão contar a verdade sobre sua morte.

A partir desse momento, Clay e todos aqueles que recebem a caixa se deparam com algumas regras que irão conduzir esse “jogo”:

  • Escute a história e passe para a pessoa seguinte. Se você for o treze… Bem, pode levar as fitas junto com você para o inferno, como diria Hannah;
  • Se por infortúnio você não quiser passar pra frente e tentar acabar com tudo, algo pior irá acontecer. A verdade virá a tona para todos, o que é muito pior.

O fato é : se você recebeu as fitas, está de alguma forma ligado a morte dela. Você é um dos 13 porquês.

“Vocês não sabem o que estava passando no resto da minha vida. Em casa. Nem mesmo na escola. Não sabem o que se passa na vida de ninguém, a não ser a de vocês. E quando estragam alguma parte da vida de uma pessoa, não estão estragando apenas aquela parte. Infelizmente, não dá para ser tão preciso ou seletivo. Quando você estraga uma parte da vida de alguém, você estraga a vida inteira da pessoa. Tudo… é afetado.

Um dos pontos interessantes é o fato do motivo da morte não ser apenas um motivo. Podemos, antes de ler o livro, ter a concepção errada de que bastou uma coisinha para ela tirar a própria vida. Mas, a forma como a história é contada através das fitas, nos dá a ideia da bola de neve: tudo começou com algo que poderia parecer inofensivo, mas que foi puxando outras coisas ao redor, se tornando um problema cada vez maior.

O que faz deste livro tão especial? Nós temos um assunto muito delicado sendo tratado em um livro para adolescentes, da forma mais envolvente e emocionante que alguém poderia fazer. Jay Asher conseguiu fazer com que as pessoas parassem e percebessem que, as vezes, nós acabamos sendo um dos porquês sem perceber. As vezes, até mesmo sem querer.

A história é contada por meio de Hannah – as fitas – e Clay. É esse aspecto que torna a história, em muitos momentos, agoniante. Você vê a verdade sendo contada para o Clay, mas não adianta mais. Não adianta que ele diga que odeia ela por ter tomado essa decisão. Não adianta ele dizer que estava sempre lá, por ela. Não adianta ele chorar por ela nunca ter contado o que estava acontecendo. Não adianta mais…

Além disso, o artifício de fazer com que as duas narrações estejam acontecendo no mesmo momento, não em capítulos diferentes, mas na mesma hora – em uma frase temos a Hannah falando e na seguinte já temos o pensamento do Clay daquele momento – faz com que nós consigamos sentir toda a agonia e sofrimento do personagem. Esse aspecto da narrativa realmente me ganhou.

Os 13 Porquês é um livro maravilhoso, que merece ser lido por todos. 

E se você conheceu a história por meio da série, dê uma chance ao livro. Você vai amar. As duas mídias são muito boas, mas eu acho que todo mundo que curtiu a história deveria ter a experiencia que o livro dá.

Por fim, lembre-se sempre disso: não seja um porque.

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Peter Pan por J. M. Barrie | RESENHA

FICHA TÉCNICA

Obra: Peter Pan

Autor: J. M. Barrie N° de páginas: 253
Editora: Zahar ISBN: ISBN-13: 9788537811535

Sinopse: Um dos mais populares clássicos infantis, Peter Pan é uma história que, como Alice no País das Maravilhas, une gerações, contagiando também adultos com sua energia, imaginação e um enredo que permite diversos níveis de interpretação. Essa tradução do texto integral da obra de J.M. Barrie transporta crianças e adultos para um mundo mágico, povoado pela família Darling e pelos habitantes da Terra do Nunca – Peter Pan, os meninos perdidos, Sininho, o Capitão Gancho e seus piratas… (Fonte: Zahar.com.br)

SOBRE O LIVRO

“Peter Pan é um garoto que não quer crescer, não quer se ‘tornar um homem’, porque correria o risco de ficar patético como os demais personagens masculinos da história, que são todos ridicularizados, desvalorizados, diminuídos. Gancho tem medo de sangue e se preocupa com os bons modos; Jorge Darling se preocupa com o que os vizinhos pensam dele, é um homem bobo, orgulhoso, inseguro.”

Se você é um amante dos filmes da Disney desde criança, sem dúvida conheceu essa história fascinante por meio das adaptações feitas pela empresa. Peter Pan, o menino que não queria crescer.

Se você nunca experimentou entrar nesse universo fantástico por outro meio que não o cinema, posso dizer com todas as letras que não vai se arrepender se der uma chance ao livro. Quando começamos a ler a obra de J. M. Barrie, somos transportados para a casa dos Darling, na Inglaterra. Inicialmente, somos apresentados ao Sr.Darling, um homem metódico, que está sempre preocupado com as finanças da família, e que se irrita muito facilmente – basta que o nó de sua gravata não esteja colaborando com ele. Logo, vemos o sua outra metade, completamente diferente dele : uma moça linda, encantadora, que todos dariam tudo para ganhar seu beijo. Cuidadosa e carinhosa, essa é a Sra. Darling. A junção dessas duas diferentes personalidades trouxe ao mundo três crianças maravilhosas: Wendy, João e Miguel. A família mais feliz da Inglaterra, tem como babá um cadela, a Naná – que é, sem sombra de dúvidas, a melhor babá que alguém poderia ter.

A narrativa não demora muito, até que sejamos apresentados a Peter Pan. O menino, que inicialmente, para a Sra. Darling, era apenas uma criação da cabeça das crianças, era um grande apreciador das histórias que a mãe de Wendy contava todas as noites para os filhos. Uma certa noite, em busca de saber o que aconteceu na história da Cinderela, Peter volta a casa dos Darling e  em uma tentativa de fugir rapidamente, acaba tendo sua sombra presa na janela.

O menino, que queria sua sombra de volta, retorna a casa dos Darling em uma noite em que Naná foi presa no quintal, e o Sr. e a Sra.Darling saíram para um festa. Ao entrar na casa, Peter acaba conhecendo Wendy, João e Miguel, e os levando para a Terra do Nunca. Daí pra frente, é uma aventura que espero que cada um de vocês dê uma chance para conhecer.

“Porque não somos mais alegres, inocentes e desalmados. Só quem é alegre, inocente e desalmado consegue voar.”

O que chama atenção no livro, e faz com que ele seja uma volta a infância, é não só a história, mas também a forma como ela é contada. A narrativa nos dá a sensação de está sendo feita por alguém que cresceu, mas não deixou de ser criança. Como assim? Quando somos apresentados ao beijo, ele não tem uma descrição completamente concreta : podendo ser um botão ou um dedal. Isso demonstra muito da inocência que as crianças tem.

Uma das partes mais mágicas é quando somos apresentados a Terra do Nunca, OPS…. As Terras do Nunca. Para o narrador, todos nós temos uma Terra do Nunca, que vamos quando estamos dormindo.

“É Claro que as Terras do nunca variam muito. A de João, por exemplo, tinha uma lagoa com flamingos voando em cima, nos quais ele atirava. Já a de Miguel, que era muito pequeno, tinha um flamingo com lagoas voando em cima.”

“De todas as ilhas deliciosas que existem, a Terra do Nunca é a mais aconchegante e compacta; não é grande e espalhada, sabe? Com aquelas distâncias chatas entre uma aventura e outra. É bem apertadinha. Quando você brinca nela durante o dia, usando cadeiras e a toalha de mesa, ela não é nem um pouco assustadora. Mas, nos dois minutos antes de você ir dormir, ela fica quase, quase real. É por isso que a gente sempre deixa uma luzinha acesa no quarto durante a noite.”

Outro aspecto que chama atenção, é o fato de todos os personagens serem muito bem trabalhados e construídos. Isso torna a história muito real para o leitor. Uma história de poucas páginas, mas que esconde um universo enorme e maravilhoso, descoberto quando abrimos o livro.

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Por onde começar a ler Sherlock Holmes?

Hey!

Olha só quem voltou, não é mesmo?

O afastamento do blog veio devido a uma mudança de casa, além da bendita greve, que atingiu os Institutos Federais, ano passado. Quando as aulas voltaram, todo mundo teve que correr pra conseguir fechar o ano letivo – sim, meu ano letivo de 2016 acabou agora.

Mas o importante é que estou de volta agora, e trazendo um vídeo muito legal sobre Sherlock Holmes. Nesse vídeo, eu dou pelo menos três ideias diferentes de como uma pessoa que nunca leu Sherlock Holmes, começar a ler.

Lista de livros na ordem cronológica :

  • Um estudo em vermelho (A Study in Scarlet) – publicado em 1887.
  • O signo dos quatro (The Sign of the Four) – publicado em 1890.
  • As Aventuras de Sherlock Holmes (The Adventures of Sherlock Holmes) – série de contos publicada em 1892
    • Um Escândalo na Boêmia (A Scandal in Bohemia) – publicado em Julho de 1891.
    • A Liga dos Cabeças-vermelhas (The Red-Headed League) – publicado em Agosto de 1891.
    • Um Caso de Identidade (A Case of Identity) – publicado em Setembro de 1891.
    • O Mistério do Vale Boscombe (The Boscombe Valley Mystery) – publicado em Outubro de 1891.
    • As Cinco Sementes de Laranja (The Five Orange Pips) – publicado em Novembro de 1891.
    • O Homem da Boca Torta (The Man with the Twisted Lip) – publicado em Dezembro de 1891.
    • O Carbúnculo Azul (The Adventure of the Blue Carbuncle) – publicado em  Janeiro de 1892.
    • A Banda Malhada (The Adventure of the Speckled Band) – publicado em  Fevereiro de 1892.
    • O Polegar do Engenheiro (The Adventure of the Engineer’s Thumb) – publicado em Março de 1892.
    • O Nobre Solteirão (The Adventure of the Noble Bachelor) – publicado em  Abril de 1892.
    • A Coroa de Berilos (The Adventure of the Beryl Coronet) – publicado em  Maio de 1892. .
    • As Faias Acobreadas (The Adventure of the Copper Beeches) – publicado em Junho de 1892.
  • As Memórias de Sherlock Holmes (The Memoirs of Sherlock Holmes) – série de contos publicada em 1894.
    • O Estrela de Prata (Silver Blaze) – publicado em Dezembro de 1892
    • A Caixa de Papelão (The Adventure of the Cardboard Box) – publicado em Janeiro de 1893
    • A Face Amarela (The Yellow Face) – publicado em Fevereiro de 1893
    • O Escriturário da Corretagem (The Adventure of the Stockbroker’s Clerk) – publicado em Março de 1893
    • A Tragédia do Gloria Scott (The “Gloria Scott”) – publicado em Abril de 1893
    • O Ritual Musgrave (The Musgrave Ritual) – publicado em Maio de 1893
    • O Enigma de Reigate (The Reigate Puzzle) – publicado em Junho de 1893
    • O Corcunda (The Crooked Man) – publicado em Julho de 1893
    • O Paciente Internado (The Resident Patient) – publicado em Agosto de 1893
    • O Intérprete Grego (The Greek Interpreter) – publicado em Setembro de 1893
    • O Tratado Naval (The Naval Treaty) – publicado entre Outubro e Novembro de 1893
    • O Problema Final (The Final Problem) – publicado em Dezembro de 1893.
  • O Cão dos Baskervilles (The Hound of the Baskervilles) – publicado entre 1902 e 1903.
  • O Retorno de Sherlock Holmes (The Return of Sherlock Holmes) – série de contos publicada em 1905.
    • A Casa Vazia (The Adventure of the Empty House) – publicado em Outubro de 1903
    • O Construtor de Norwood (The Adventure of the Norwood Builder) – publicado em Novembro de 1903
    • Os Dançarinos (The Adventure of the Dancing Men) – publicado em Dezembro de 1903
    • A Ciclista Solitária (The Adventure of the Solitary Cyclist) – publicado em Janeiro de 1904
    • A Escola do Priorado (The Adventure of the Priory School) – publicado em Fevereiro de 1904
    • Pedro Negro (The Adventure of Black Peter) – publicado em Março de 1904
    • Charles Augustus Milverton (The Adventure of Charles Augustus Milverton) – publicado em Abril de 1904
    • Os Seis Bustos de Napoleão (The Adventure of the Six Napoleons) – publicado em Maio de 1904
    • Os Três Estudantes (The Adventure of the Three Students) – publicado em Junho de 1904
    • O Pince-Nez de Ouro (The Adventure of the Golden Pince-Nez) – publicado em Julho de 1904
    • O Jogador Desaparecido (The Adventure of the Missing Three-Quarter) – publicado em Agosto de 1904
    • Abbey Grange (The Adventure of the Abbey Grange) – publicado em Setembro de 1904
    • A Segunda Mancha (The Adventure of the Second Stain) – publicado em Dezembro de 1904
  • O vale do medo (The Valley of Fear) – publicado em 1915.
  • A última aventura de Sherlock Holmes (His Last Bow) – série de contos publicada em 1917.
    • A Aventura da Casa das Glicínias (The Adventure of Wisteria Lodge) – publicado entre Setembro e Outubro de 1908
    • A Aventura da Caixa de Papelão (The Adventure of the Cardboard Box) – publicado em Janeiro de 1893
    • A Aventura do Círculo Vermelho (The Adventure of the Red Circle) – publicado entre Março e Abril de 1911
    • Os Planos para o Submarino Bruce-Partington (The Adventure of the Bruce-Partington Plans) – publicado em Dezembro de 1908
    • A Aventura do Detetive Moribundo (The Adventure of the Dying Detective) – publicado em Dezembro de 1913
    • O Desaparecimento de Lady Frances Carfax (The Disappearance of Lady Frances Carfax) – publicado em Dezembro de 1911
    • A Pata do Diabo (The Adventure of the Devil’s Foot) – publicado em Dezembro de 1910
    • O Último Adeus de Sherlock Holmes (His Last Bow) – publicado em Setembro de 1917.
  • Os Arquivos de Sherlock Holmes (The Case-Book of Sherlock Holmes) – série de contos publicada em 1927.
    • A Aventura de um Cliente Ilustre (The Adventure of the Illustrious Client) – publicado entre fevereiro e março de 1925
    • A Aventura do Soldado Livido (The Adventure of the Blanched Soldier) – publicado em novembro de 1926
    • A Aventura da Pedra Mazarino (The Adventure of the Mazarin Stone) – publicado em outubro de 1921
    • A Aventura das Três Empenas (The Adventure of the Three Gables) – publicado em outubro de 1926
    • A Aventura do vampiro de Sussex (The Adventure of the Sussex Vampire) – publicado em janeiro de 1924
    • A Aventura dos Três Garridebs (The Adventure of the Three Garridebs) – publicado em janeiro de 1925
    • O Problema da Ponte de Thor (The Problem of Thor Bridge) – publicado entre fevereiro e março de 1922
    • O Homem que andava de Rastros (The Adventure of the Creeping Man) – publicado em março de 1923
    • A Juba do Leão (The Adventure of the Lion’s Mane) – publicado em dezembro de 1926
    • A Inquilina de Rosto Coberto (The Adventure of the Veiled Lodger) – publicado em fevereiro de 1927
    • O Velho Solar de Shoscombe (The Adventure of the Shoscombe Old Place) – publicado em abril de 1927
    • O Negro Aposentado (The Retired Colourman) – publicado em janeiro de 1927.

Lista de livros do Sherlock Holmes resenhados no blog:

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